A Comissão Europeia pediu nesta segunda-feira o aumento da ajuda financeira da União Europeia (UE) a seis países da ex-URSS, como parte de uma associação oriental que poderá ter a participação da Rússia em algumas reuniões.

Preocupados em manter uma boa relação com Moscou, os 27 membros da UE aceitaram nesta segunda-feira que autoridades russas participem "caso a caso" em algumas reuniões dessa associação, que deve ser aprovada na cúpula europeia de 19 e 20 de março em Bruxelas e lançada em maio em Praga.

"Todo mundo aceitou que caso a caso, em função dos temas, ofereça-se à Rússia e à Turquia a oportunidade de discutir conosco", declarou o chanceler francês, Bernard Kouchner, após uma reunião com seus colegas da UE em Bruxelas.

"Não podemos repetir o que já ocorreu na Otan, ou seja, dar a impressão à Rússia de que está completamente cercada", explicou.

Por sua vez, a comissária europeia das Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, indicou que a UE tem "um interesse estratégico crucial de que esses países sejam estáveis política e economicamente".

Nesse sentido, a Comissão Europeia propôs a concessão até 2013 de cerca de 350 milhões de euros (cerca de 450 milhões de dólares) adicionais a seis ex-repúblicas soviéticas vizinhas da UE - Ucrânia, Moldávia, Geórgia, Armênia, Azerbaijão e Belarus, se este último se democratizar.

Se alguns sócios, como França e Espanha, não quiserem que essa questão desvie a atenção da "União para o Mediterrâneo" -foro de diálogo e cooperação com os países da fronteira sul da UE-, Ferrero Waldner considerou que o aumento da ajuda se justifica "dada a situação política e as tensões (nesses ex-países da URSS).


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