União Europeia pede reconhecimento da ONU a um Estado palestino

BRUXELAS (Reuters) - O representante de Política Externa da União Europeia (UE) pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que reconheça o Estado palestino dentro de um prazo determinado mesmo que israelenses e palestinos não cheguem a um acordo. Os comentários de Javier Solana foram feitos no sábado durante uma palestra em Londres enquanto as negociações de paz entre palestinos e israelenses estão emperradas.

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Os palestinos afirmaram que não vão retomar as negociações a não ser que a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia seja interrompida.

"Após um prazo determinado, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU deveria proclamar a adoção da solução de dois Estados", disse Solana, adicionando que a medida deveria incluir parâmetros para fronteiras, refugiados, controle sobre Jerusalém e acordos de segurança.

"(A resolução) Aceitaria o Estado palestino como membro da ONU e determinaria um calendário para a implementação. Iria determinar a resolução de outras disputas territoriais pendentes", disse Solana.

Defendendo um retorno às fronteiras de Israel de antes da guerra de 1967 com o Egito, Síria e Jordânia em que a Cisjordânia foi ocupada, Solana disse que mediadores deveriam marcar um calendário para um acordo de paz.

"Se as partes não são capazes de cumprir (um calendário), a solução apoiada pela comunidade internacional deveria ser colocada na mesa", argumentou.

A União Europeia, ao lado dos Estados Unidos, Rússia e ONU, faz parte do Quarteto de Negociadores do Oriente Médio.

(Reportagem de Anne Jolis)

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