Bruxelas, 22 abr (EFE).- A União Européia (UE) pediu hoje à responsabilidade dos países limites ao Iraque para superar a atual situação de violência, em consonância com o pedido de ajuda feito às nações vizinhas pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, durante a conferência realizada hoje no Kuwait.

Em comunicado, a UE pede que todos os aliados da região contribuam para a estabilidade política e a reconstrução do Iraque através de medidas econômicas, políticas e diplomáticas, como a reabertura de embaixadas em Bagdá, o perdão da dívida, e a contribuição à luta contra o terrorismo.

Estas também foram as demandas do xiita Maliki durante a sessão inaugural da 3ª conferência de países vizinhos do Iraque, com a participação de Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita, Síria, Irã e Turquia.

De acordo com a UE, a comunidade internacional, e em particular os Estados da região, têm a "responsabilidade" de apoiar o "difícil processo de reconciliação nacional e estabilização", e de prevenir as "interferências externas" que possam prejudicar esta dinâmica.

"Qualquer ajuda aos grupos que atacam o Iraque e as forças da coalizão (que invadiram o país em 2003) é totalmente inaceitável", afirma um comunicado da União Européia.

Neste sentido, o bloco europeu incentiva mais esforços para prevenir o trânsito de ativistas estrangeiros e armas com origem ou destino ao Iraque.

Os países da UE reafirmam também seu apoio ao atual Governo e às instituições iraquianas, e agradecem ao Executivo kuwaitiano que organize a conferência realizada hoje em Abu Dhabi.

Este processo, segundo Bruxelas, "ressalta os mútuos benefícios de continuar o diálogo e a cooperação entre o Iraque, seus vizinhos e a comunidade internacional", e se revela como "essencial" para conseguir a paz e a estabilidade na região. EFE met/an

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