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União Européia diz que Chávez entendeu mal lei de imigração

Por Ingrid Melander BRUXELAS (Reuters) - O presidente venezuelano entendeu mal a nova lei de imigração da União Européia, disseram os líderes da UE na sexta-feira, depois de Hugo Chávez ter ameaçado parar de exportar petróleo ao bloco.

Reuters |

Os 27 países-membros da UE decidiram nesta semana que os imigrantes ilegais devem ser detidos por até 18 meses e ser extraditados por até cinco anos.

Na quinta-feira, Chávez disse que as regras eram 'vergonhosas' e disse que poderia cancelar os investimentos feitos por países da UE na Venezuela, assim como interromper as exportações de petróleo.

O premiê espanhol disse que Madri está preparada para explicar a nova lei 'para que o relacionamento da União Européia com todos os países latino-americanos continue positivo'.

'Talvez precisemos explicar para o presidente da Venezuela exatamente no que esta lei consiste', disse José Luiz Rodríguez Zapatero em uma cúpula de dois dias do bloco.

'Houve muitas interpretações desta lei.. Que não têm nada a ver com o que ela realmente é', disse.

O premiê esloveno, Janez Jansa, cujo país detém a Presidência rotativa da UE, disse que a ameaça de interrupção das exportações de petróleo foi 'possivelmente exagerada' e que Chávez 'talvez não tenha entendido bem' a lei.

As autoridades do bloco argumentam que o bloco precisa ser mais duro contra as imigrações ilegais para convencer os eleitores a ser mais tolerantes com os imigrantes legais.

Milhões de latino-americanos vivem na Europa, muitos vindos dos países andinos.

Colonizada por países europeus, a América Latina também recebeu levas de imigrantes europeus depois da independência.

Chávez, líder esquerdista conhecido pelas afrontas que faz aos países ricos, nacionalizou várias companhias estrangeiras, transformando-as em parcerias controladas pelo Estado.

É costume de Chávez ameaçar impedir a saída de carregamentos de petróleo de seu país --um dos maiores exportadores do produto--, mas nunca prejudicou o abastecimento em tempos de preços recorde.

Outras autoridades latino-americanas importantes, bem como a Anistia Internacional, condenaram a nova lei da UE.

A Venezuela exporta cerca de 2 milhões de barris de petróleo por dia, dos quais aproximadamente 400 mil vão para a Europa e 1,4 milhão vai para os Estados Unidos, de acordo com a Administração de Informações de Energia.

(Reportagem adicional de David Brunnstrom em Bruxelas e Alastair Sharp em Londres)

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