BRUXELAS - A União Europeia (UE) está convencida de que o misterioso ataque contra a embarcação Arctic Sea não foi obra de piratas comuns, destacaram hoje fontes do bloco.

O navio, pertencente a uma empresa finlandesa, de bandeira maltesa e com tripulação russa, foi encontrado ontem pela Marinha russa, que disse ter detido oito "piratas".

Um porta-voz da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da UE), Martin Selmayr, destacou que órgãos e agências policiais de 20 países participaram das buscas pela embarcação. Porém, destacou que ainda não há detalhes sobre o caso.

Outras fontes do bloco admitiram que não saber explicar por que a proprietária do navio demorou quatro dias para avisar que tinha sido comunicada sobre o ataque à tripulação, ocorrido em águas suecas.

As fontes destacaram que, pelos poucos detalhes conhecidos, a ocupação da embarcação não parece obra de piratas comuns, já que os invasores não tinham um porto seguro do qual poderiam pedir resgate nem operavam em águas onde a pirataria é comum.

As águas do Mar Báltico, onde aconteceu a abordagem, estão livres de piratas desde o século 17.

O "Arctic Sea", que navegava com um carregamento de madeiras, partiu de Gibraltar para um porto na Argélia, onde deveria ter chegado em 4 de agosto. Porém, em 28 de julho, a tripulação deixou de fazer contatos.

O navio mercante, com 15 tripulantes russos, foi sequestrado por oito supostos piratas de Estônia, Letônia e Rússia. Segundo o ministro de Defesa da Rússia, Anatoli Serdiukov, ele "libertado sem um só disparo" pela embarcação de guerra "Ladny"

Leia mais sobre sequestro de navio

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.