Adis-Abeba, 30 ago (EFE) - A Comissão da União Africana (UA) reiterou hoje, em comunicado, a necessidade de restaurar a ordem constitucional na Mauritânia e rejeitou a mudança ilegal de Governo que aconteceu com o golpe de Estado de 6 de agosto.

A nota destaca que o general Mohammed Ould Abdelaziz, chefe do Conselho de Estado criado após o golpe, se comprometeu a "deixar em liberdade o presidente do país, Sidi Ould Cheikh Abdallahi", perante o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, e o comissário de paz e segurança, Ramtane Lamamra, que visitaram a Mauritânia esta semana.

Ping e Lamamra se reuniram com Abdelaziz e outras personalidades políticas em Nuakchott entre 25 e 26 de agosto e, segundo a nota, estão preparados para facilitar uma saída à crise do país que "deve ser de acordo com a Constituição da Mauritânia".

Por esse motivo, "a Comissão da UA pede a todas as autoridades mauritanas envolvidas para não adotar medidas institucionais ou legislativas que aumentem a complexidade da situação".

O comunicado pede ainda a "todos os partidos na Mauritânia que façam contribuições positivas para conseguir o êxito dos esforços da União Africana, com o grande espírito de responsabilidade do qual se precisa para resolver a séria crise pela qual passa o país".

"A União Africana, que se honra com a confiança e apoio das Nações Unidas e da Liga Árabe, assim como da União Européia (UE) e de outros aliados internacionais, não poupará esforços para levar à frente em sua totalidade o mandato que tem em relação à Mauritânia", conclui a mensagem.

Após o golpe, a UA condenou o levante militar que depôs Abdallahi e anunciou sua decisão de suspender a Mauritânia como membro da organização até que o país voltasse a ter um Governo constitucional.

O Conselho de Paz e de Segurança da UA, por sua parte, exigiu "o restabelecimento, sem demora, das instituições que foram democraticamente eleitas pelo povo mauritano". EFE jo/db

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