União Africana faz reunião urgente para discutir golpe na Guiné

Adis-Abeba - A União Africana (UA) reúne-se hoje com caráter de urgência para dicutir o golpe de Estado realizado por membros do Exército na Guiné, após ter condenado energicamente a ação.

EFE |

"Esta tomada de poder é uma flagrante violação da Constituição da Guiné", disse o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, que exigiu que a sucessão presidencial no país ocorra "de acordo com a Constituição".

Após a morte por doença, na segunda-feira passada, do presidente do país, Lansana Conté, um grupo de militares anunciou ontem a dissolução das instituições, colocando o país em um estado de confusa situação política.

"A Comissão deu os passos necessários para que aconteça a reunião com caráter de urgência do Conselho de Paz e Segurança, para examinar a situação", afirmou Ping, em comunicado.

Além disso, o presidente da Comissão "entrou em contato com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, em inglês) e com os países vizinhos da Guiné para discutir os esforços coordenados que serão realizados para tratar a situação e ajudar o país a superar a crise", acrescenta o comunicado.

Os militares golpistas anunciaram ontem a dissolução do Governo e a suspensão da Constituição, mas o primeiro-ministro, Ahmed Tidiane Souaré, afirmou que a Chefia de Estado "não está dissolvida" e que a tentativa de golpe é obra de "um grupo minoritário de jovens oficiais e soldados".

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