União Africana condena assassinatos em Guiné-Bissau

Johanesburgo, 2 mar (EFE).- A União Africana (UA) condenou os assassinatos do presidente de Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército desse país, general Tagmé Na Wai, que qualifica de covardes e atrozes.

EFE |

Em comunicado, o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, ressaltou que estas mortes violentas ocorrem "em um momento de renovados esforços por parte da comunidade internacional para apoiar a construção da paz na Guiné-Bissau e a consolidação dos avanços no processo político do país, após as eleições legislativas realizadas em novembro de 2008".

Por este motivo, Ping pediu aos líderes políticos e a outros atores interessados na situação do país que "se reúnam com as legítimas autoridades, para solucionar a atual crise no marco das instituições e da Constituição de Guiné-Bissau".

Lembrou também que a UA "rejeitará totalmente qualquer tentativa inconstitucional de mudança de Governo".

Em sua nota, Ping anuncia que já iniciaram os contatos com líderes regionais para estudar a melhor maneira de tratar a situação e convocar em breve uma reunião do Conselho de Paz e Segurança da UA, a fim de adotar as medidas adequadas ao caso.

Vieira foi assassinado de madrugada por soldados leais ao general Na Wai, que foi morto no domingo à noite em um atentado com explosivos, pelo qual responsabilizaram o presidente.

Os militares de Guiné-Bissau se comprometeram a respeitar as instituições e a Constituição vigentes, após os assassinatos de Vieira e Na Wai, segundo a rádio privada senegalesa "RFM".

A princípio, o presidente do Senado, Raimundo Pereira, deve assumir interinamente o poder por um período de três meses, prazo previsto para convocar eleições presidenciais, segundo a Constituição de Guiné-Bissau. EFE cho/an

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