União Africana celebra cúpula com a presença de Lula e sem Ahmadinejad

A cúpula da União Africana (UA) realizada em Sirte, Líbia, começou nesta quarta-feira com a participação do presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva, que pediu maior cooperação entre os países do sul, mas sem a presença do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que cancelou a viagem de última hora.

AFP |

A 13ª reunião da UA começou ao meio-dia, com a participação de quase todas as 53 delegações.

As autoridades iranianas cancelaram pela manhã, sem maiores explicações, a participação de Ahmadinejad, que havia sido convidado pelo presidente líbio, Muamar Kadhafi.

O outro ausente foi o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que teria desistido de participar, oficialmente, pela tragédia ferroviária em Viareggio, noroeste da Itália.

Ahmadinejad deveria fazer um pronunciamento para os colegas africanos reunidos a partir desta quarta-feira em Sirte (norte da Líbia).

O presidente do Irã enfrenta uma grave crise política em seu país pelos questionamentos da oposição à sua reeleição na votação presidencial de 12 junho.

A presença de Ahmadinejad na Líbia já havia provocado polêmica, principalmente entre os representantes europeus convidados ao evento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está presente na reunião da UA como convidado, abrindo o encontro com um pronunciamento sobre o desenvolvimento agrícola.

Kadhafi quer aproveitar o encontro para impulsionar a criação de uma "Autoridade" africana com poderes executivos ampliados, que constituiria, segundo ele, um avanço maior, apesar das reticências de alguns países. Um exemplo disso foi a ausência de 20 chefes de Estado africanos, entre eles líderes considerados "pesos pesados" do continente, como o egípcio Hosni Mubarak e o nigeriano Umaru Yar'Adua.

Ante os dirigentes africanos presentes, o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, apresentou visão pouco estimulante sobre a situação no continente.

Alarmou-se com a "multiplicação das graves tensões políticas e dos conflitos persistentes na África". Citou Madagascar, Guiné-Bissau e Níger, mas pediu aos chefes de Estado "atenção particular" para a Somália, onde o governo de transição se vê ameaçado pelo avanço dos islamitas radicais.

A cúpula, que vai até sexta-feira, se celebra num gigantesco centro de conferências construído a 500 km a leste de Trípoli, entre o Mediterrâneo e o deserto, na região natal de Kadhafi.

Autoproclamado "rei dos reis tradicionais da África", Kadhafi foi eleito em fevereiro, por um ano, à presidência da UA.

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