Unasul tentará nomear novo secretário-geral em reunião em Tucumán

Brasília, 27 jun (EFE) - Os membros da União de Nações Sul-americanas (Unasul) aproveitarão a Cúpula do Mercosul, que ocorrerá na próxima semana, para tentar nomear um novo secretário-geral, informaram hoje fontes oficiais brasileiras.

EFE |

Os governantes dos países da Unasul se reunirão em Tucumán, na Argentina, na próxima terça-feira e terão na agenda a designação de um novo secretário-geral, "alguns ajustes na Secretaria e outros temas pendentes", informou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach.

A Unasul, integrada por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, foi constituída em Brasília em 23 de maio, mas, um dia antes, o equatoriano Rodrigo Borja renunciou à Secretaria-Geral, alegando "profundas divergências" com os líderes.

Desde então, foram cogitados alguns nomes para o cargo deixado vago por Borja, como o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner e o embaixador plenipotenciário de assuntos econômicos da Bolívia, Pablo Solón.

Segundo fontes diplomáticas de países andinos consultadas pela Agência Efe em Brasília, já existe "quase total consenso" em torno de Solón, mas a nomeação está sendo bloqueada pela oposição única do Equador.

"O Governo equatoriano se opõe, mas não esclareceu muito bem os motivos", ratificaram fontes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Segundo o Governo do Equador, a Secretaria-Geral deve ser dotada de um espaço político mais relevante que o que foi conferido e seu titular deve ser uma pessoa com "verdadeira liderança", que tenha uma "linha direta com os presidentes".

A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, admitiu há um mês que entre os possíveis substitutos de Rodrigo Borja estavam Kirchner e Solón.

No entanto, sustentou que são mencionados "em forma oficiosa" e ratificou que o Equador deseja que o secretário-geral da Unasul seja um ex-chefe de Estado "ou alguém de muito peso".

Até agora está confirmada a participação no encontro de terça do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos governantes de Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile e Equador, os mesmos comparecerão à Cúpula do Mercosul. EFE ed/db

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