Unasul não pode ignorar efeitos do terrorismo e do narcotráfico, diz Uribe

O terrorismo e os tráficos de armas e drogas geram problemas graves na América do Sul que não podem ser ignorados e que requerem um trabalho comum dos governos da região, afirmou nesta sexta-feira o presidente colombiano, Alvaro Uribe, antes da Cúpula da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) em Bariloche.

AFP |

"O tráfico de armas, o narcotráfico, que é finalmente o grande sustento do terrorismo, fazem parte dos projetos de segurança que não podem ser ignorados nos processos de integração", declarou Uribe a jornalistas em Bariloche (sul argentino) na madrugada de quinta para sexta-feira.

Uribe chegou durante a madrugada a Bariloche para participar na Cúpula extraordinária da Unasul convocada para analisar um acordo assinado pela Colômbia que permite a tropas americanas o uso de sete de suas bases militares.

O presidente colombiano antecipou que, diante de seus pares do Unasul, destacará que "todo processo de integração deve levar em conta os interesses essenciais de cada um dos países signatários e a segurança é um interesse essencial da Colômbia, como deve ser de todos".

"Várias gerações de colombianos não viveram um dia completo de paz. Estamos melhorando, mas ainda não superamos esta violência. E isto precisa de grande compreensão de todos os processos de integração da comunidade internacional", explicou.

"Nós não podemos desvincular as expectativas dos processos de integração do desejo dos colombianos de superar esta longa noite de violência", destacou.

Uribe insistiu que a violência vem atingindo especialmente os mais pobres de seu país. Eles são os maiores afetados pelos deslocamentos e foram os maiores afetados com o aumento da pobreza no país derivado da violência.

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