Unasul não deve reconhecer Governo de Honduras, diz chanceler venezuelano

Campana (Argentina), 3 mai (EFE).- A União de Nações Sul-americanas não deve reconhecer o Governo do presidente hondurenho, Porfirio Lobo, "por ter sido eleito em eleições inconstitucionais, produto de um golpe de Estado", disse hoje o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, na Argentina, onde começa amanhã uma cúpula do bloco.

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Campana (Argentina), 3 mai (EFE).- A União de Nações Sul-americanas não deve reconhecer o Governo do presidente hondurenho, Porfirio Lobo, "por ter sido eleito em eleições inconstitucionais, produto de um golpe de Estado", disse hoje o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, na Argentina, onde começa amanhã uma cúpula do bloco. Na Unasul há consenso em não reconhecer o Governo de Porfirio Lobo, assinalou Maduro à saída do encontro que sustentou com o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, em um luxuoso hotel da cidade portenha de Campana. Os presidentes do bloco que participarão da cúpula nesta terça-feira "exigirão que se respeitem as resoluções anteriores da Unasul e da Organização dos Estados Americanos (OEA)", precisou um comunicado da Chancelaria venezuelana. A OEA suspendeu Honduras do organismo no ano passado após o golpe de Estado de junho que derrubou o então presidente Manuel Zelaya. O conflito de Honduras refletiu as diferenças internas do bloco já que a Colômbia e o Peru reconheceram o pleito hondurenho de novembro, que já estavam previsto, mas que foi organizado durante o mandato de fato de Roberto Micheletti e que deu a vitória a Lobo. O Brasil e a Venezuela lideraram o grupo que se opôs ao reconhecimento das eleições sem Zelaya no poder. O presidente equatoriano, Rafael Correa, evitou inclusive convocar uma reunião da Unasul para debater a situação de Honduras porque não havia "consenso", segundo reconheceu em dezembro, embora quatro meses antes chanceleres da região tenham expressado que não reconheceriam "nenhuma convocação a eleições por parte do Governo de fato". No país centro-americano "continua se assassinando jornalistas, lideres sociais". "O caso de Honduras é especial", assegurou Maduro, quem também ratificou o respaldo da Venezuela à candidatura do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007) à Secretaria- Geral da Unasul, formalizada hoje durante o encontro de chanceleres prévio a cúpula de líderes. "Pareces que é ele (Néstor Kirchner), o novo secretário (da Unasul) e a Venezuela apóia sua escolha", disse Maduro. EFE ms/pb

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