Unasul manifesta apoio a Paraguai em luta contra violência

Campana (Argentina), 4 mai (EFE).- A cúpula de líderes da União de Nações Sul-americanas (Unasul) manifestou hoje sua "solidariedade" com o Paraguai "em sua luta contra a violência", que atenta contra os cidadãos e o Estado em cinco departamentos do país.

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Campana (Argentina), 4 mai (EFE).- A cúpula de líderes da União de Nações Sul-americanas (Unasul) manifestou hoje sua "solidariedade" com o Paraguai "em sua luta contra a violência", que atenta contra os cidadãos e o Estado em cinco departamentos do país. Além disso, apoiou as medidas de exceção dispostas nesses cinco distritos pelo Governo de Fernando Lugo para conter a onda de violência atribuída ao chamado Exército do Povo Paraguaio (EPP). Por meio de uma breve declaração divulgada na cúpula da Unasul, nos arredores de Buenos Aires, os líderes apoiaram as medidas adotadas por Lugo "dentro do respeito dos direitos humanos e valores democráticos consagrados" pela Constituição do Paraguai. Os presidentes consideraram que tais medidas "foram adotadas em defesa das liberdades e na busca de um maior bem-estar com justiça, liberdade e segurança para o povo paraguaio". Também hoje, 60 moradores de Gualeguaychú, na Argentina, que são contra a fábrica de celulose Botnia instalada no Uruguai, foram detidos pela Polícia quando pretendiam manifestar-se em frente ao hotel nos arredores de Buenos Aires onde é realizada a cúpula, informaram à Agência Efe fontes policiais. Os moradores se dirigiam por estrada de Gualeguaychú para o município de Campana, onde é realizada a cúpula, e foram interceptados pela Polícia na altura da cidade de Zárate, situada a 12 quilômetros do hotel que abriga a reunião presidencial. "Em Zárate a Polícia nos deteve e nos impediu de continuar pela estrada até Campana", disse à Efe Paola Robles, integrante da Assembleia Ambiental de Gualeguaychú e que participou do protesto. Consultada sobre a recente escolha do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner como secretário-geral da Unasul, Paola considera que não significa uma "melhora" na resolução do conflito entre Argentina e Uruguai sobre a fábrica de celulose finlandesa Botnia. "Não é possível a Unasul com a Botnia. Não podem falar de meio ambiente quando a fábrica polui há anos. É difícil acredita que Kirchner possa mudar as coisas", disse. EFE jfa-alm/pd

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