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Unasul exige imediata e incondicional restituição de Zelaya no poder

Quito, 23 set (EFE).- A União de Nações Sul-americanas (Unasul), cuja Presidência pro tempore ocupa o Equador, exigiu hoje a imediata e incondicional restituição no poder do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya.

EFE |

Em comunicado, a Unasul expressa, além disso, "sua profunda preocupação frente à gravidade da situação em Honduras" e reitera que, "perante o retorno por meios próprios e pacíficos do presidente Manuel Zelaya, exige sua imediata e incondicional restituição em seu cargo".

Isso, "em estrito cumprimento ao mandato constitucional interrompido violentamente dia 28 de junho", acrescenta o comunicado da Unasul proporcionado a Efe pela Chancelaria equatoriana.

Além disso, "reitera sua mais enérgica condenação ao golpe de Estado" e "manifesta firme desejo que Honduras mantenha a paz interna, baseada no marco da institucionalização democrática e no respeito dos direitos humanos".

Por isso, Unasul exorta aos organismos internacionais de direitos humanos a realizar um "acompanhamento" sobre a situação dos direitos civis em Honduras, ao tempo que "repudia a utilização brutal da força contra os grupos que defendem o retorno à vida democrática".

Além disso, a União deplora "a imposição do estado de sítio, a suspensão total dos direitos do povo hondurenho e exige que se respeite sua liberdade de expressão e associação".

Unasul também fez uma chamada "ao diálogo e à reconciliação nacional" para buscar uma "solução pacífica e negociada da crise" e exortou a ambas partes do conflito a "que se abstenham de toda ação que pudesse aumentar a tensão e a violência".

A Unasul "demanda o respeito à imunidade diplomática, consagrada no Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, pelo que protesta energicamente a privação à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa dos serviços básicos".

Também "condena os atos violentos perpetrados pelo Governo interino", dirigido por Roberto Micheletti, nas imediações da sede diplomática e insiste em que se garanta "a segurança e a inviolabilidade de dita representação", assim como a integridade de Zelaya, sua família, colaboradores e funcionários brasileiros.

"Os Estados-membros de Unasul se somam à solicitação apresentada pelo Brasil, que se convoque uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o propósito de informar sobre a situação relacionada com a presença e segurança" de Zelaya na Embaixada do Brasil, acrescenta o texto.

Além disso, a União assinala no comunicado que "apóia os esforços" da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de seu secretário-geral, José Miguel Insulza, "para restabelecer a ordem constitucional em Honduras".

Unasul reiterou que "não reconhece a nenhum outro Governo que não tenha sido legal e legitimamente eleito" e ratifica que não reconhecerá "nenhuma convocação a eleições por um Governo de fato".

Finalmente, a Unasul convoca à comunidade internacional a "extremar os recursos necessários e adotar medidas para assegurar o restabelecimento do presidente José Manuel Zelaya no exercício pleno de suas funções e a restauração pacífica da democracia em Honduras".

Isso, precisa o comunicado, "no marco da reconciliação nacional e da paz, com irrestrita solidariedade com o povo hondurenho".EFE fa/fk

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