Unasul diz que houve crime de lesa-humanidade em Pando

La Paz, 3 dez (EFE).- A missão designada pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que investigou o massacre de 20 camponeses bolivianos em setembro passado afirmou hoje que foi cometido um crime de lesa-humanidade e recomendou que os responsáveis pelo incidente sejam julgados criminalmente.

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O coordenador da missão da Unasul, o argentino Rodolfo Mattarollo, ex-subsecretário de Direitos Humanos de seu país, pôs essas conclusões em um relatório apresentado hoje no Palácio do Governo de La Paz.

O documento foi entregue ao presidente boliviano, Evo Morales, tem mais de 60 páginas e é fruto de uma investigação que começou após os violentos incidentes registrados em Pando, em 11 de setembro, durante uma onda de protestos opositores.

A missão expressou sua convicção "moral e intelectual" de que em 11 de setembro "foi cometido um massacre no sentido empregado para este termo pela Organização das Nações Unidas (ONU)".

"Uma violação desta natureza configura, do ponto de vista do direito penal internacional em vigor atualmente, um crime de lesa-humanidade", assegurou Mattarollo.

Mattarollo pediu, além disso, que se aprofunde as investigações sobre execuções sumárias de crianças, cemitérios clandestinos, e o destino de pessoas cujo paradeiro se desconhece, que, fatos que segundo ele, foram denunciados pelos habitantes de Pando.

Evo Morales agradeceu o trabalho da comissão e disse que o ocorrido nessa região foi um "genocídio" contra os povos indígenas.

EFE ja/rr

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