Unasul discute propostas sobre Conselho Sul-Americano de Defesa

Santiago do Chile, 26 ago (EFE).- Delegados da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) discutiram hoje em Santiago os princípios para a criação do Conselho de Defesa regional que serão apresentados aos Chefes de Estado na próxima cúpula do bloco, informou o ministro da Defesa chileno, José Goñi.

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A reunião em Santiago contou com a participação de analistas de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

"Quero destacar os notáveis avanços que alcançamos", afirmou Goñi, que ressaltou o consenso alcançado pelos delegados como "um avanço em relação à confiança que é realmente positivo".

Após três encontros, os delegados terminaram hoje de discutir a natureza do conselho, seus princípios, seus objetivos, sua estrutura e seu funcionamento.

A proposta será apresentada aos presidentes dos países que integram a Unasul na cúpula de 21 e 22 de outubro, que acontecerá no balneário chileno de Viña del Mar.

"Esta futura decisão dos presidentes vai permitir um marco mais institucionalizado para discutir todos esses assuntos, que interessam a todos", ressaltou Goñi.

A criação de um Conselho Sul-Americano de Defesa foi proposta recentemente pelo Brasil e, segundo Goñi, "nem na América do Sul nem na América Latina existe uma instituição desta natureza".

"A decisão de criar esse conselho é um passo notável na direção a uma instituição que nos permita estabelecer um órgão de coordenação, de troca de opiniões e experiências", sustentou Goñi.

O ministro chileno explicou que esse órgão deverá consolidar a América do Sul como uma região de paz e ajudará a construir uma identidade conjunta em matéria de Defesa, assim como a fortalecer o diálogo e o consenso regional.

Além disso, deverá ser uma instância permanente da Unasul, um órgão de consulta que deve seguir os princípios e propósitos da carta das Nações Unidas, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e dos chefes de Estado e de Governo do organismo regional.

Também terá que ratificar a plena vigência das instituições democráticas e o respeito aos direitos humanos, promover a paz e a solução pacífica das controvérsias, salvaguardar o direito internacional, e preservar e fortalecer a América do Sul como espaço livre de armas nucleares.

De acordo com Goñi, o Conselho Sul-Americano de Defesa, que será integrado pelos titulares de Defesa dos países da Unasul, deverá se assentar sobre o atual processo de integração vivido na região.

"Queremos que este Conselho de Defesa seja criado sobre este processo de integração, de aproximação, de entendimento, de criação de confiança mútua, para poder gerar um ambiente de integração mais amplo na região, e que possa ser uma base para ter uma América Latina mais forte e muito mais unida", concluiu.

A Unasul é integrada por Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

A governante do Chile, Michelle Bachelet, assumiu em maio a Presidência do bloco pelos próximos dois anos, período no qual espera dinamizar e fortalecer os grupos de trabalho em integração energética, finanças, infra-estrutura, políticas sociais, educação e solução de controvérsias de investimento. EFE pg/mh

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