Unasul critica lei anti-imigração ilegal do Arizona

Campana (Argentina), 4 mai (EFE).- Os presidentes da União de Nações Sul-Americanas, reunidos hoje em cúpula extraordinária do bloco, rejeitaram a lei aprovada pelo estado do Arizona (Estados Unidos) por considerar que ela "criminaliza" os imigrantes e poderia legitimar atitudes racistas.

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Campana (Argentina), 4 mai (EFE).- Os presidentes da União de Nações Sul-Americanas, reunidos hoje em cúpula extraordinária do bloco, rejeitaram a lei aprovada pelo estado do Arizona (Estados Unidos) por considerar que ela "criminaliza" os imigrantes e poderia legitimar atitudes racistas. Os presidentes sul-americanos "rejeitam a criminalização das pessoas migrantes" contida na lei aprovada pelo Arizona, que permite "deter as pessoas de maneira discricionária por considerações raciais, étnicas, fenótipo, linguagem e status migratório, mediante o conceito questionável de dúvida razoável", descreve uma declaração aprovada pela cúpula. A lei poderia provocar "a legitimação das atitudes racistas na sociedade de destino e o risco latente de violência por ódio racial com lamentáveis episódios, dos quais já foram vítimas cidadãos sul-americanos", acrescenta o texto. A resolução reconhece a "importância" das expressões de rejeição manifestadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza. Insulza denunciou hoje no Chile (seu país de origem) que a lei está tendo "um efeito aterrorizador entre a população hispana e no resto dos Estados Unidos". Segundo o secretário-geral da OEA, essa normativa "nega liberdades civis e discrimina um grupo de pessoas sem levar em conta sua condição jurídica". EFE mar/sa

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