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Uma visita papal sem souvenirs nas ruas

Jorge A. Bañales Washington, 16 abr (EFE).

EFE |

- Os fiéis interessados em adquirir uma lembrança da visita do papa Bento XVI aos Estados Unidos - que começou ontem - terão muita dificuldade, já que a Arquidiocese local proibiu a venda desses "souvenirs" em lojas e barracas nas ruas.

As lembranças da visita só poderão ser obtidas em lojas de igrejas e, evidentemente, pela internet.

Em Washington, nenhuma das lojas do bazar de "souvenirs" na Rua 10, nem os quiosques de lembranças dispersos pela Constitution Avenue ou mesmo os arredores da Casa Branca oferecem camisetas, bandeirolas ou imagens relacionadas à visita papal.

A venda dessas lembranças é controlada pela Arquidiocese de Washington, que deverá enfrentar despesas de aproximadamente US$ 3 milhões como anfitriã do líder espiritual de 72,7 milhões de católicos dos EUA.

Sua vasta oferta de mercadorias pode ser conferida na página de internet "PopeVisit2008.com".

Susan Gibbs, porta-voz da Arquidiocese, explicou que as vendas de lembranças "não serão fonte principal de financiamento da visita papal, já que a maior parte do dinheiro provém de doações".

A Arquidiocese deixou claro que não devem ser realizados negócios com os ingressos para a missa que o papa celebrará na quinta-feira em Washington, naquele que é considerado o principal ato de sua visita à cidade.

É ilegal a compra e a venda de bilhetes para esse ato em páginas de internet como eBay e Craiglist.

Os ingressos para a entrada no estádio da equipe de beisebol Washington Nationals - com capacidade para 42 mil pessoas - foram distribuídos gratuitamente entre as paróquias nos últimos meses.

"Não se pode vender um sacramento", advertiu Georgina Starks, outra porta-voz da Arquidiocese. "Isso é uma missa, de modo que é um sacramento. As entradas não estão à venda", ratificou.

A Arquidiocese enviou várias cartas de advertência a supostos vendedores pela internet e, apoiada por uma multidão de advogados, teve seu apelo atendido.

"As poucas pessoas que tentam vender entradas recebem nossa advertência", disse Starks. "As entradas são intransferíveis.

Qualquer venda ou transferência é ilegal, porque os ingressos são de propriedade da Arquidiocese", acrescentou.

Cada bilhete tem o nome de quem a recebeu, e os que quiserem comparecer à missa terão de se identificar.

"Podemos rastrear as entradas", acrescentou a porta-voz. "Se suspeitarmos que um ingresso foi vendido ou não foi obtido da forma correta, poderemos anulá-lo e a pessoa não poderá entrar no estádio".

Entre os poucos souvenirs incomuns que apareceram sobre a visita do papa está um "bobblehead" que a companhia de metrô da cidade utilizou em uma campanha publicitária.

Um "bobblehead" é um boneco de aproximadamente 25 centímetros de altura, com cabeça grande e desproporcional conectada ao corpo por uma mola que a balança.

O "bobblehead pirata" do papa, avaliado em US$ 12,95 com solidéu e capa de cor vermelha, foi mostrado em um vídeo publicitário do metrô para encorajar o público a utilizar seu serviço e evitar engarrafamentos no trânsito durante a visita de Bento XVI. Protestos da Igreja levaram ao cancelamento da campanha.

Também foi vendida sem a bênção eclesiástica a chamada "Colônia do Papa", por US$ 25,95, e um sabonete alusivo, por US$ 9,99. Sem sucesso.

A Arquidiocese encarregou o desenho e a fabricação das lembranças à "CatholicMax.com", empresa que dividirá os lucros das vendas com a Arquidiocese de Washington e a Basílica da Imaculada Conceição da capital americana.

O catálogo inclui fotografias, quadros, chaveiros, medalhas, camisetas, bonés, adesivos para automóvel, santinhos, cartazes, xícaras, rosários, medalhões e "vale-presentes" no valor de até US$ 25. EFE jab/bf/fr

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