O presidente do parlamento da Guiné, Aboubacar Somparé, afirmou nesta terça-feira que uma minoria de soldados e oficiais realizou a tentativa de golpe de Estado, mas que a grande maioria continua leal ao governo, em entrevista ao canal francês France 24.

"Soubemos que os ofciais estão negociando e esperamos o resultado. Depois veremos o que vamos fazer", declarou Somparé, sem dar mais detalhes sobre as supostas discussões.

Ele se disse preocupado com o futuro de seu país. "Desejamos uma transição tranqüila. Por isso nao etamos de acordo com o golpe. É preciso dar prioridade ao diálogo".

Mais cedo, os militares que protagonizam um golpe de Estado na Guiné pediram aos membros do governo e aos oficiais de alta patente que compareçam ao acampamento militar do país, na capital Conakry, "para ter garantida sua segurança".

"Ante a declaração de tomada efetiva do poder pelo CNDD (Conselho Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento, que reuniu os golpistas), pede-se aos membros do governo e a todos os oficiais generais que compareçam ao acampamento militar Alfa Yaya Diallo para garantir sua segurança", segundo um comunicado.

Um capitão do Exército da Guiné anunciou nesta terça-feira na rádio estatal a dissolução do governo e das instituições republicanas, além da suspensão da Constituição, poucas horas depois do anúncio da morte do general presidente Lansana Conté, que estava no poder desde 1974.

"A partir de hoje está suspensa a Constituição, assim como toda atividade política e sindical", declarou o capitão Musa Dadis Camara.

O primeiro-ministro guineano Ahmed Tidiane Souaré anunciara um luto nacional de 40 dias pela morte do presidente Lansana Conté.

bm/fp/lm/cn

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.