Um terço dos corais construtores de recifes estão ameaçados de extinção por causa do aquecimento global, das práticas de pesca predatórias e da poluição, alertou nesta quinta-feira a União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN).

"Quando os corais morrem, os outros animais e as plantas que dependem dos recifes coralinos para sua alimentação e proteção desaparecem também", indicou em um comunicado Kent Carpenter, diretor do programa para as espécies da UICN.

Segundo a UICN, os recifes de corais abrigam mais de 25% das espécies marinhas, o que faz deles o mais biologicamente diversificado dos ecossistemas marinhos.

O estudo conjunto da UICN e da Conservation International publicado na revista Science, o primeiro no mundo sobre a situação de conservação dos corais, mostra que vários fatores os ameaçam.

"As mudanças climáticas provocam o aumento das temperaturas da água e uma incidência mais intensa dos raios solares, que causam o embranquecimento dos corais e doenças", ressalta a UICN.

As práticas de pesca predatórias, a qualidade da água afetada pela poluição e a degradação dos habitats costeiros, também destroem os corais.

Os oceanos absorvem quantidades crescentes de dióxido de carbono da atmosfera e essa acidificação dos oceanos se tornou uma nova ameaça para os recifes coralinos.

"Os corais construtores de recifes correm mais risco de extinção do que todos os grupos terrestres, à exceção dos anfíbios, e são os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas", indica Roger McManus, vice-presidente da Conservation International para programas marinhos.

ama/dm

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