Um selo do último rei da Judéia é descoberto em Jerusalém

Arqueólogos israelenses anunciaram nesta sexta-feira a descoberta em Jerusalém de uma inscrição com o nome de um membro da corte do último rei da Judéia, que reinou há 2.600 anos.

AFP |

"Descobrimos a impressão em argila, muito bem conservada, de um selo que leva o nome de Gedaliah, filho de Pashur", um membro da corte do rei Sedecias, mencionado na Bíblia (Jeremias 21-1), declarou à AFP a arqueóloga Eilat Mazar, responsável pela escavação.

Mazar disse que esta inscrição de um centímetro de diâmetro foi descoberta próximo de uma segunda que leva o nome de outro oficial da corte e que foi descoberta em 2005.

Segundo a arqueóloga, trata-se de uma "descoberta excepcional", pois é muito raro que inscrições estejam em tão bom estado de conservação.

No entanto, o renomado arqueólogo Israel Finkelstein, autor do best-seller "A Bíblia Revelada", minimizou a importância da descoberta.

"Dezenas de impressões de selos da época já foram descobertas e depois se sube que alguns eram falsos", declarou à AFP, recordando que o Museu do Luvre tem dois selos autênticos da Judéia, que remontam a mais de um século antes de Sedecias.

"Essa descoberta tem um interesse, mas não muda nossas idéias sobre o reino de Sedecias, cuja existência já foi provada pela arqueologia, confirmando o relato bíblico", acrescentou.

A escavação no bairro de Silwan, em Jerusalém Leste anexada, no sítio mais antigo da Cidade Santa, é financiada por diversas instituições de direita ou ultranacionalistas israelenses, sob a supervisão da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Vasalo do rei da Babilônia, Nabucodonosor, Sedecias morreu em 586 antes de nossa era, depois de a revolta do reino da Judéia contra a Babilônia ter sido sufocada e a tomada de Jerusalém.

ms/pa/cn

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