Um morto e vários incidentes durante as eleições legislativas no Haiti

Uma pessoa foi morta neste domingo no Haiti, onde foram realizadas as eleições legislativas parciais para a renovação de um terço do Senado, informou a Polícia Nacional do Haiti (PNH).

AFP |

Em Porto Príncipe, o presidente René Preval votou cedo e incentivou os haitianos a fazerem o mesmo sem violências.

A vítima morreu no sudoeste do país, durante um enfrentamento entre partidários dos dois candidatos da região.

Outros incidentes também transcorreram durante as primeiras horas da votação, apesar da operação de segurança da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), que reforçou sua atuação em função do evento.

Depois de duas semanas de manifestações - que deixaram um morto - no distrito político da capital, onde estudantes da Universidade do Estado pedem um aumento do salário mínimo, a habitual presença dos Capacetes Azuis da ONU nas ruas do país e principalmente na capital Porto Príncipe foi reforçada.

Mais de 7.000 militares que integram a Minustah ficaram encarregados das tarefas de segurança que cobrirão todo o país por terra, mar e ar.

A operação não apenas multiplicou as operações de patrulha, como também permitiu o transporte de material eleitoral a zonas de difícil acesso.

Em Porto Príncipe, a atenção ficou voltada para as manifestações que acontecem diariamente e a áreas de maior perigosidade como a Cité Soleil, que foi base de quadrilhas de deliquentes e ex-militares nos primeiros anos de ação da Minustah, a partir de 2004.

Ambas as zonas estão sob responsabilidade das tropas brasileiras da Minustah, que vigiam um terço da cidade, no qual residem cerca de 1,5 milhão de pessoas.

No comando central do batalhão brasileiro, o chefe de operações, coronel Newton Bochi, explicou a operação à AFP e mostrou um mapa de satélite dos centros de votação coloridos de acordo com o nível estimado de risco.

As tropas da Minustah não entraram nos locais de votação, a menos que fosse necessário por questão de segurança. Dentro dos centros, a vigilância ficou nas mãos das autoridades locais, a polícia nacional haitiana e os observadores oficiais, com a assessoria de especialistas em segurança das Nações Unidas.  

Esta mobilização de tropas acontece depois que, em abril passado, ocorreram incidentes violentos durante as eleições legislativas parciais em diversas regiões, o que levou as autoridades a cancelar as votações no centro do país.

mr/afo/tlp/cn

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