Mais de 20% dos homens correm riscos de desenvolver transtornos causados pelo consumo de álcool, segundo um artigo que reune estudos recentes sobre alcoolismo, que será publicado na segunda-feira no site da revista médica The Lancet.

Entre as mulheres o risco é metade ou um pouco menos, entre 10% e 8%, segundo o autor do artigo, Marc Schuckit, da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos.

Marc Schuckit assegura que os médicos deveriam investigar sistematicamente os transtornos provocados pelo álcool, mediante um interrogatório dos pacientes e exames de sangue.

Em geral, um homem começa a ingerir álcool aos 15 anos. Mas o período de alcoolização mais intenso acontece habitualmente entre os 18 e os 22 anos. Com 18 anos, mais de 60% dos jovens já teve a experiência de se embriagar.

O consumo problemático e a dependência começam com frequência na metade dos 30 anos, quando a maioria começa a moderar o consumo.

Os transtornos provocados pelo álcool são comuns a todos os países desenvolvidos, com uma proporção menor, mas ainda considerável, nos países em desenvolvimento.

São menos frequentes nos países mediterrâneos, como Grécia, Itália e Israel, e mais elevados no norte e no leste da Europa, como Rússia e Escandinávia. Em quase todas as populações há importantes gastos com a saúde.

Os transtornos derivados do álcool se associam a períodos de depressão, ansiedade, insônia, suicídio e abuso de drogas. Um consumo grande de bebidas alcoolicas aumenta o risco de infarto, ataques cerebrais, cânceres e cirrose.

Quase três de cada quatro indivíduos que têm câncer na cabeça ou no pescoço apresentam transtornos alcoolicos, o que dobra o risco de câncer no esôfago, reto e mama, segundo Marc Schuckit.

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