Um em cada 4 soldados dos EUA no Iraque tem depressão, diz estudo

Um em cada quatro soldados americanos que são enviados para servir no Iraque pela terceira ou quarta vez apresenta sinais de depressão, ansiedade ou estresse agudo, de acordo com uma pesquisa feita pelo departamento medico das Forças Armadas dos Estados Unidos. O estudo do Mental Health Advisory Team se baseou no depoimento anônimo dado por cerca de dois mil combatentes.

BBC Brasil |

"Você se torna propenso ao suicídio. Às vezes seus pensamentos e ações são irracionais", disse o veterano franco-atirador americano Garrett Reppenhagen à BBC.

"Muitas pessoas sofrem alucinações e esse não é o comportamento que se quer de alguém que anda armado 24 horas por dia, sete dias por semana."
Risco para os companheiros
No Iraque, Reppenhagen diz ter presenciado o suicídio ocorrido em campo de batalha de alguns de seus colegas.

"Conheci homens que desenvolveram um desejo de morte enquanto serviam e se suicidaram usando fogo inimigo, saindo de suas posições quando não deveriam fazer isso."
O veterano afirmou que sofre constantemente de ansiedade, paranóia e insônia.

"Quando escuto ruídos como o de construções, fico agitado e tenho vontade de buscar proteção. Tenho pensamentos recorrentes, bastante realistas sobre coisas que vi no Iraque e que me perseguem diariamente."
"Se eu fosse um comandante não iria me querer no campo de batalha, sabendo que sofri um trauma psicológico decorrente da minha experiência anterior de guerra."
"Não acho que beneficiaria meu batalhão e meus companheiros. Penso que representaria um risco para eles."
Apelo ao Congresso
As conclusões do estudo podem prejudicar as intenções do principal comandante militar americano no Iraque, o general David Petreaus.

Espera-se que ele peça ao Congresso nesta semana que não reduza o número de soldados dos Estados Unidos que servem no Iraque.

Um outro estudo encomendado pela organização americana Institute for Peace concluiu que uma retirada rápida das tropas dos Estados Unidos do Iraque poderia gerar um grande caos ou mesmo genocídio no país.

O documento afirma que, para que ocorra um progresso político duradouro no Iraque, é necessário que exista um comprometimento incondicional dos Estados Unidos nos próximos cinco ou dez anos.

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