Um ano depois, desaparecimento da pequena Maddie é lembrado na sobriedade

O primeiro aniversário do misterioso desaparecimento da pequena Madeleine McCann no sul de Portugal é recordado neste sábado com sobriedade no balneário de Praia da Luz e na Grã-Bretanha, em várias cerimônias religiosas.

AFP |

Kate e Gerry McCann, os pais da menina, assistiram no fim da manhã a uma missa de 30 minutos na igreja da aldeia de Rothley, no centro da Inglaterra, onde vivem com seus filhos gêmeos Sean e Amelie, 3 anos. Kate agradeceu à comunidade por seu apoio.

O casal deixou em seguida a igreja sem falar com os muitos jornalistas que os aguardavam fora do edifício. O porta-voz Clarence Mitchell ressaltou o caráter "totalmente privado" desta visita.

Uma missa também deve ser celebrada em Praia da Luz no fim da tarde deste sábado na presença de John e Patricia McCann, irmãos de Gerry, e Michael Wright, primo de Kate. Os membros da família McCann lançaram um novo apelo a testemunhas para encontrar a pequena Maddie.

"Queremos que a população de Praia da Luz e todos os portugueses mantenham a esperança de poder nos ajudar a encontrar Madeleine", declarou John McCann.

"Por favor, ajudem-nos", implorou, dizendo-se "muito abalado" por estar de volta ao lugar onde aconteceu a tragédia.

Kate e Gerry não retornaram a Portugal desde sua saída do país em setembro passado, 48 horas depois de terem sido indiciados pela polícia portuguesa. De acordo com amigos do casal, eles são suspeitos de terem se livrado do corpo de Maddie após matá-la acidentalmente.

Os McCann sempre clamaram sua inocência. Eles se dizem convencidos de que Maddie foi seqüestrada quando dormia no quarto do complexo turístico onde ficava a família, enquanto os pais jantavam com amigos a algumas dezenas de metros dali.

"Um ano passou desde que Madeleine foi seqüestrada. Trata-se de um crime hediondo, capaz de destruir a mais sólida das famílias", escreveu Gerry McCann em seu blog.

"Foi, sem dúvida, o ano mais longo de nossas vidas. Há muitas chances de que Madeleine ainda esteja viva. Só temos que encontrá-la", prosseguiu.

Depois de ter privilegiado também a tese do seqüestro, a polícia portuguesa descobriu em agosto passado rastros de sangue e de fluidos biológicos no apartamento e no veículo alugados pelos McCann em Praia da Luz que sugeriam a morte de Maddie.

Entretanto, os resultados das análises médico-legais efetuadas num laboratório britânico não permitiram estabelecer uma acusação formal.

A equipe de investigadores ainda está "recolhendo elementos de prova", informou neste sábado Alipio Ribeiro, diretor da Polícia Judiciária portguesa, à agência de notícias Lusa.

A polícia, que por enquanto não descarta nenhuma tese, pretende organizar uma reconstituição da noite do seqüestro, da qual os McCann se disseram prontos para participar.

O casal pede que a polícia portuguesa suspenda seu indiciamento, assim como o luso-britânico Robert Murat, o primeiro suspeito de uma investigação que parece agora estar em ponto morto.

tsc/yw

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