Um ano após ser baleada, congressista cogita tentar reeleição nos EUA

Giffords foi alvejada à queima-roupa em janeiro de 2011, quando um atirador disparou contra ela e outras pessoas durante discurso

BBC Brasil |

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Um ano depois de ter sido atingida na cabeça por um tiro , a congressista norte-americana Gabrielle Giffords cogita voltar à atividade política e tentar a reeleição, segundo pessoas próximas a ela.

Reuters
Gabrielle Giffords e o marido Mark Kelly
Giffords foi alvejada à queima-roupa em 8 de janeiro de 2011, quando um atirador disparou contra ela e outras pessoas que participavam de um discurso da congressista em Tucson, no Estado do Arizona. Seis pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas.

O criminoso, Jared Loughner , na época com 21 anos, foi considerado mentalmente incapaz de ir a julgamento.

A democrata Giffords chegou a ficar cinco meses internada . Hoje fala e se movimenta com dificuldade, mas sua saúde tem progredido.

Seu marido, o astronauta Mark Kelly, disse que Giffords está motivada a voltar à atividade política e cogita tentar a reeleição na Câmara de Representantes dos EUA.

Ela tem até maio para decidir se concorrerá às eleições legislativas de novembro.

Divisões partidárias

O correspondente da BBC em Washington Rajesh Mirchandani conta que a recuperação da congressista comoveu a opinião pública norte-americana, rendeu-lhe altos índices de popularidade e ganhou contornos suprapartidários.

Há até esperanças de que Giffords possa tem um papel em conciliar democratas e republicanos, cuja forte divisão têm provocado momentos de paralisia no Congresso norte-americano.

Neste domingo, a congressista volta a Tucson para participar de um evento marcando um ano desde o atentado.

Antes disso, Giffords havia feito uma aparição surpresa na Câmara em agosto passado, para votar o acordo sobre a dívida americana.

A democrata, que votou a favor do acordo, foi ovacionada pelos colegas. A líder dos democratas, Nancy Pelosi, disse na ocasião que Giffords "inspirava o amor e a admiração de todos os americanos" e agregou que a deputada era a "personificação da coragem".

Segundo a Associated Press, desde que levou o tiro, Giffords deu apenas uma entrevista televisiva, para a apresentadora Diane Sawyer, cerca de dez meses após ter sido alvejada.

Na ocasião, Giffords falou com dificuldade - não conseguia expressar frases completas e repetia palavras.

No dia seguinte, o escritório da congressista no Capitólio divulgou arquivos de áudio para mostrar que Giffords havia progredido no período de duas semanas entre o dia em que a entrevista foi gravada e o dia em que foi ao ar.

Também segundo a Associated Press, o escritório da congressista a consulta regularmente para iniciativas legislativas.

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