Ultras prometem protesto em Jerusalém contra pressão dos EUA

Jerusalém, 23 jul (EFE).- Ultranacionalistas israelenses tentarão subir na semana que vem à Esplanada das Mesquitas de Jerusalém para protestar contra as exigências dos Estados Unidos, que exigiram que o Governo pare de construir assentamentos no leste da cidade, ocupada por Israel desde 1967.

EFE |

O dirigente nacionalista Gershom Salomon disse ao site do jornal "Jerusalem Post" que espera que este ano, por ocasião da jornada de Tishá Be'Av, centenas de pessoas respondam a sua chamada de subir ao ponto, conhecido na tradição judaica como o Monte do Templo.

De acordo com a tradição judaica e com base em alguns restos arqueológicos, nesse monte foi erguido o Templo de Jerusalém, tanto o construído pelo rei Salomón e destruído pelos babilônios no século V a.C, como o feito por Herodes e destruído pelos romanos em 70. É concretamente isso que se lembra em Tishá Be'Av, que este ano será na próxima quinta-feira.

Em anos anteriores, a Polícia autorizou apenas que alguns judeus subissem à Esplanada para rezar, o que é visto como uma provocação pelo mundo muçulmano, já que ali se encontra a Mesquita de al-Aqsa, terceira na hierarquia do Islã após Meca e Medina.

Salomon declarou ao diário que espera que centenas de judeus se reúnam com ele para rezar e protestar contra "as pressões dos EUA" sobre Israel para que paralise a construção de colônias, em particular na Jerusalém Oriental.

O dirigente nacionalista judeu teme que, se Israel atenda a esse pedido, Jerusalém "fique dividida" e os judeus "percam o Monte do Templo".

"Nos preocupa que, no final, o Monte do Templo seja parte do Estado palestino, com o apoio dos EUA", afirmou Salomon.

Com uma passeata ao lugar sagrado o dirigente nacionalista pretende transmitir a mensagem ao presidente dos EUA, Barack Obama, para que "deixe em paz Jerusalém e a Terra de Israel".

Nos últimos meses, Obama exerceu forte pressão sobre o Governo israelense para que interrompa a construção em território ocupado, reivindicação palestina para reativar o processo de paz. EFE elb/rr

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