Ultraconservadores de Lefebvre pedem perdão por negar o Holocausto

O líder do movimento ultraconservador fundado por monsenhor Marcel Lefebvre pediu nesta terça-feira perdão ao Papa Bento XVI pelas declarações do bispo Richard Williamson que negavam a existência do Holocausto, informou o Vaticano.

AFP |

"Pedimos perdão ao Sumo Pontífice e a todos os homens de boa vontade pelas consequências dramáticas dese ato", escreveu em carta monsenhor Bernard Fellay, superior-geral da Fraternidade São Pio X.

"As afirmações de monsenhor Williamson não refletem em nenhum caso as posições da Fraternidade. Por isso foi proibido a ele, até nova ordem, qualquer tomada de posição pública sobre assuntos políticos e históricos", sustenta a carta divulgada pela assessoria de imprensa da Santa Sé.

As declarações do bispo ultraconservador inglês Richard Williamson, reabilitado sábado pelo Papa Bento XVI depois de 20 anos de excomunhão, foram motivo de duras críticas por negar a existência do Holocausto nazista dos judeus.

Em entrevista à televisão sueca, divulgada dois dias antes de levantada a excomunhão, o bispo inglês negou o Holocausto de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial; afirmou que "não existiram as câmaras de gás na Alemanha nazista" e que só morreram "200.000 a 300.000 judeus" não os seis milhões que se calcula.

Fellay, sucessor de Lefebvre, junto com o francês Bernard Tissier de Mallerais, o inglês Richard Williamson e o hispano-argentino Alfonso de Galaretta, haviam sido excomungados em 1988 por João Paulo II.

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