Último trecho de percurso da tocha olímpica em Paris é suspenso

Paris, 7 abr (EFE).- O último trecho do percurso da tocha olímpica por Paris foi suspenso, após os numerosos incidentes registrados na primeira parte do trajeto, que forçaram os organizadores a conduzir a chama olímpica a seu destino final, o estádio Charléty, em um ônibus.

EFE |

A decisão foi tomada pelos organizadores após os incidentes que marcaram a passagem pela cidade da tocha, que chegou a ser apagada por alguns instantes.

Quando já acumulava quase duas horas de atraso, a tocha foi introduzida em um ônibus, após sua passagem em frente à Assembléia Nacional, perante a qual foi exibido um enorme cartaz de apoio ao Tibete, e onde vários parlamentares se manifestaram a favor dos direitos humanos.

De lá, a chama olímpica se dirigiu diretamente ao estádio Charléty, junto ao Comitê Olímpico Francês, lugar previsto para o fim de seu percurso.

A passagem da tocha por Paris foi marcada por manifestações de protesto, apesar do enorme aparato policial montado na cidade.

Apesar do grande número de tropas mobilizadas, a tocha teve que ser colocada em um ônibus em diversas ocasiões para conseguir cumprir seu trajeto, e chegou a ser apagada uma vez, embora, segundo os organizadores, o incidente tenha ocorrido devido a "problemas técnicos".

Além disso, o percurso teve que ser modificado em alguns pontos, e cerimônias previstas para diversos locais da capital francesa tiveram que ser suspensas.

O percurso da tocha olímpica começou às 7h30 (de Brasília), na Torre Eiffel, e desde os primeiros passos dados pelas personalidades encarregadas de conduzi-la, se sucederam incidentes, enfrentamentos com a Polícia e o desdobramento de cartazes e bandeiras do Tibete.

As cores que simbolizam o Tibete (vermelho e branco) foram as mais vistas nas ruas por onde passava a tocha, que mal podia ser vista, entre as dezenas de agentes e guarda-costas que zelavam por sua segurança.

Em várias ocasiões, manifestantes tentaram chegar até a tocha sem sucesso. No total, estima-se que dez protestantes tenham sido detidos.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exibiu em vários pontos do percurso sua bandeira de protesto contra os Jogos Olímpicos de Pequim, que consiste em um desenho de algemas que substituem os aros olímpicos.

Com sede em Paris, a RSF já havia interrompido a cerimônia de acendimento da chama olímpica, no último dia 24, na cidade grega de Olímpia. EFE lmpg/gs

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