Último provedor de internet no Egito deixa de funcionar

Companhia americana que monitora a rede diz que Grupo Noor, único que ainda funcionava no país, está 'completamente indisponível'

iG São Paulo |

O último provedor de internet egípcio ainda em funcionamento, o Grupo Noor, caiu nesta segunda-feira, deixando o país sem acesso à rede, indicou a empresa americana de monitoramento Renesys.

A companhia, que monitora a rede em tempo real, afirmou que Noor "começou a desaparecer da internet" por volta das 20h46 GMT (18h46 de Brasília).

"Eles estão completamente indisponíveis neste momento", declarou em seu blog Earl Zmijewski, vice-presidente e diretor-geral da Renesys.

Os quatro principais provedores de internet egípcios cortaram o acesso internacional aos seus clientes na quinta-feira, deixando o Grupo Noor como o único provedor ativo no Egito, país atingido há vários dias por protestos contra o regime de Hosni Mubarak.

As redes de telefonia móvel também foram interrompidas. Os ativistas contra o governo de Mubarak utilizaram os celulares e a internet para organizar os protestos mais importantes no Egito em décadas, inspirados nas manifestações da Tunísia.

Google

O Google anunciou nesta segunda-feira que desenvolveu uma ferramenta para que os cidadãos egípcios possam seguir "tuitando", apesar de as autoridades do país terem interrompido a telefonia móvel e os serviços de internet.

A companhia colocou à disposição dos egípicos três telefones internacionais nos quais os usuários podem deixar uma mensagem de voz que o serviço instantaneamente "tuitará" com o tema #egypt.

Para a criação do projeto, o Google trabalhou durante o fim de semana junto a um grupo de engenheiros do Twitter e do SayNow, empresa que a gigante da tecnologia adquiriu recentemente.

Com o sistema, não é preciso internet e os interessados podem escutar as mensagens chamando os mesmos números de telefone disponibilizados ou visitando a página twitter.com/speak2tweet desde qualquer ponto de mundo.

"Esperamos que isto de alguma maneira ajude o povo no Egito a permanecer conectado neste momento tão difícil", indicou a companhia. As autoridades egípcias interromperam comunicação por telefonia móvel e internet nos últimos dias, além de tirar do ar os sites de dois periódicos independentes e de fechar a delegação da rede "Al Jazeera" no Cairo.

Com AFP

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