Último embate com Obama pode ser decisivo para McCain

Os dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o senador democrata Barack Obama e o senador republicano John McCain, realizam nesta quarta-feira, em Hempstead, no Estado de Nova York, o terceiro e último debate da disputa à Casa Branca. Para McCain, o debate poderá marcar uma das últimas oportunidades de reverter a vantagem do rival nas pesquisas de intenção de voto, que vem sendo ampliada nas últimas semanas.

BBC Brasil |

Assim como ocorreu no embate anterior, realizado na cidade de Nashville, a situação econômica dos Estados Unidos deverá ser o tema dominante do encontro.

O assunto ganhou ainda mais força após os dois candidatos terem divulgado nos últimos dias seus planos econômicos.

O embate entre os dois senadores é realizado um dia após o governo americano ter anunciado uma injeção de US$ 250 bilhões no sistema bancário do país e a nacionalização parcial de nove das principais instituições financeiras americanas.

Pesquisa
Segundo enquete divulgada nesta quarta-feira e realizada a pedido do jornal The New York Times e da rede CBS, Obama ampliou a diferença que tinha sobre McCain e agora conta com a preferência de 53% dos eleitores, contra 39% do rival.

Na pesquisa anterior, divulgada antes do debate de Nashville, Obama tinha uma vantagem bem mais estreita: de 48% contra 45%. Outras enquetes também vêm mostrando vantagem de Obama, ainda que não por uma margem tão ampla quanto a da pesquisa desta quarta.

A sondagem do The New York Times também aponta que a campanha de ataques mais agressivos lançada por McCain contra Obama nas últimas semanas parece estar surtindo efeito contrário ao esperado.

Um total de 60% dos consultados disse que o republicano tem passado mais tempo atacando o democrata do que apresentando suas propostas como presidente.

Acusações
A campanha de McCain veiculou anúncios de televisão em que acusava Obama de ligações com William Ayers, um ex-militante na década de 60 do grupo radical Weather Underground, que realizou atentados contra o Pentágono e o Congresso.

Ayers atuou no conselho de direção de uma ONG que combatia à pobreza da qual Obama também fazia parte, mas, na ocasião, políticos republicanos também integravam a diretoria do órgão.

O ex-ativista também realizou, em meados dos anos 90, um evento para angariar fundos para a candidatura de Obama ao Senado.

A campanha do republicano enfrentou também recentemente acusações de que estaria, ainda que indiretamente, contribuindo para incitar o ódio contra Obama e explorar tensões raciais.

A candidata a vice na chapa de McCain, a governadora Sarah Palin, acusou o democrata de se "amigar" com um terrorista e afirmou que "ele não é como nós".

O tom irado em alguns comícios fez com que o senador chegasse até a amenizar a mensagem de alguns de seus correligionários. Em um recente evento, uma senhora fez uma pergunta a McCain em que diziz estar com medo de uma possível vitória de Obama, porque havia lido que era "um árabe".

O republicano retrucou: "Não, senhora. Ele é um homem decente, um cidadão com quem eu apenas discordo em alguns temas fundamentais".

Ainda assim, ao ser indagado por um eleitor em um recente evento, McCain afirmou que só não citou o nome de William Ayers nos dois debates que realizou com Obama porque o tema não foi levantado, mas acrescentou que poderá fazer isso nesta quarta.

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