Última sobrevivente do Titanic leiloa lembranças para pagar residência

Londres, 16 out (EFE).- A britânica Milvina Dean, última sobrevivente do Titanic, anunciou hoje que no próximo sábado oferecerá em um leilão suas lembranças do lendário transatlântico para poder pagar sua permanência em uma casa de idosos.

EFE |

Dean tinha apenas dois meses quando a famosa embarcação se chocou contra um iceberg e naufragou, em 1912, embora agora já tenha 96 anos e dificuldades para pagar a residência onde vive desde 2006 em Hampshire, no sul da Inglaterra.

"Esperava ficar aqui duas semanas após fraturar o quadril, mas me compliquei com uma infecção e já estou há dois anos. Já não posso viver em minha casa", disse a idosa ao jornal local "Southern Daily Echo".

"Agora vendo isto porque tenho que pagar a residência e ponho em leilão qualquer coisa que possa valer algum dinheiro", explicou Dean sobre a venda, que será realizada na casa de leilões "Henry Aldridge e Filho" em Wiltshire (sul da Inglaterra).

Entre os objetos destaca-se uma mala de 100 anos com roupas que a população de Nova York doou aos sobreviventes do desastre que chegaram a essa cidade.

Também serão leiloadas várias cartas de indenização enviadas à mãe de Milvina Dean pelo Fundo de Alívio do Titanic.

A idosa espera arrecadar 3 mil libras (3.850 euros ou US$ 5.100) que usará no pagamento de suas faturas da residência.

Os objetos já suscitaram o interesse do Nomadic Charitable Trust (Fundo de Caridade do Nomadic), uma organização beneficente de Belfast (Irlanda do Norte) encarregada da restauração do navio "SS Nomadic", que levou passageiros ao Titanic antes da fatídica viagem.

Ronan Corrigan, desta organização, afirmou considerar "muito triste" que a senhora Dean se desfaça de seus pertences, mas que sua instituição cuidará para impedir que um colecionador privado compre os lotes e os "guarde em uma caixa onde não possam vistos".

Da família da idosa, que tomou o transatlântico para emigrar ao Kansas (EUA), salvaram-se ela, seu irmão e sua mãe, mas seu pai morreu na tragédia.

Milvina Dean e seus parentes tiveram mais sorte do que as 1.523 pessoas que perderam a vida quando o Titanic, batizado paradoxalmente como o "insubmergível", colidiu contra um iceberg e se afundou em 14 de abril de 1912 ao sul da Terra Nova, no Canadá.

EFE pa/jp

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