O grupo paramilitar unionista mais importante da Irlanda do Norte anunciou nesta quarta-feira, em Belfast, a conclusão de seu processo de desarmamento, 12 anos depois do acordo de paz que pôs fim a várias décadas de violência nessa província britânica.

O braço político da Associação de Defesa do Ulster (UDA), que teria cometido 400 assassinatos durante o conflito norte-irlandês, disse ter inutilizado definitivamente todo seu arsenal.

"Hoje, a direção da UDA pode confirmar que todo o armamento sob seu controle foi destruído de maneira comprovável", declarou Frankie Gallagher, líder do Ulster Political Research Group (UPRG), em entrevista à imprensa.

Em setembro de 2009, o secretário britânico para a Irlanda do Norte, Shaun Woodward, anunciou que a UDA e sua facção dissidente haviam se comprometido a destruir seu arsenal em seis meses.

O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, recebeu com satisfação esta "nova etapa importante no processo de paz", enquanto que Woodward viu nesta ação "uma prova a mais da vitória da política sobre a violência an Irlanda do Norte".

A UDA é a última milícia unionista importante a depor armas depois dos acordos de paz de Sexta-Feira Santa de 1998 que puseram fim a três décadas de violência; pelo menos 3.500 pessoas morreram.

No final de junho de 2009, as principais milícias unionistas da Irlanda do Norte - a Força de Voluntários do Ulster (UVF) e o Red Hand Commando (RHC), um grupo associado à UVF - anunciaram a destruição completa de seu arsenal. A UDA informou, então, que havia iniciado o processo.

Os grupos paramilitares unionistas são considerados responsáveis pela morte de milhares de pessoas.

O Exército Republicano Irlandês (IRA, católico e separatista), a principal milícia republicana, concluiu o desarmamento há quatro anos.

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