Ulemás sunitas criticam Maliki por visitar cemitério de soldados dos EUA

Cairo, 27 jul (EFE).- A Associação de Ulemás Muçulmanos, máxima autoridade sunita do Iraque, criticou hoje o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, por ter visitado, em Washington, um cemitério militar de soldados americanos mortos no país árabe.

EFE |

Em comunicado publicado na internet, os religiosos sunitas qualificam de "vergonha" a visita de Maliki ao cemitério de Arlington, onde ele depositou uma coroa de flores durante sua recente estadia em Washington.

"Maliki não só fez a visita da vergonha aos túmulos dos soldados americanos que mataram iraquianos, mas também fez declarações que mostraram ao mundo que é inimigo do povo iraquiano", acrescentou a associação.

Além disso, insistiu em que o primeiro-ministro iraquiano foi um "parceiro-chave dos ocupantes do Iraque nos crimes brutais que cometeram contra o povo iraquiano".

A associação se referia às declarações feitas por Maliki sobre o comportamento de um oficial iraquiano que pediu ao Exército americano que entregasse seus soldados que mataram três civis iraquianos no oeste do país árabe.

Maliki considerou que o oficial iraquiano não se comportou de uma maneira adequada, porque, segundo ele, não entendeu o acordo de segurança assinado entre o Iraque e os EUA, e que concede aos soldados americanos o direito de se defender perante os ataques. EFE nq/an

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