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Ulemás indonésios negam que homossexualidade tenha origem divina

Jacarta - O Conselho de Ulemás da Indonésia negou categoricamente que o homossexualismo tenha uma origem divina, como foi apontado recentemente em um polêmico congresso de estudiosos progressistas do Islã.

EFE |

A associação que reúne a maioria dos clérigos muçulmanos da Indonésia assinalou que a atração pelo mesmo sexo é uma "desordem de tipo psicológico" e "não uma conduta natural" prevista por Alá.

"O Corão afirma claramente que o homossexualismo é algo inaceitável", assinalou Marauf Amin, presidente da Comissão de Fátuas (éditos religiosos) do Conselho.

Amin afirmou que o predomínio da heterossexualidade "é efetivamente uma construção social, mas deriva do Corão", e acrescentou que todos os ulemás estavam de acordo em que a homossexualidade não é uma opção ou algo natural.

O clérigo assegurou que a homossexualidade "pode ser curada", e citou como exemplo os muitos casos, segundo sua versão, de homossexuais que se arrependeram de sua conduta e voltaram a ser heterossexuais.

Desta forma, o Conselho de Ulemás da Indonésia rejeitou a postura sobre este tema expressada na semana passada por alguns estudiosos do Islã, que defenderam que a homossexualidade foi criada por Alá e é algo natural, por isso deveria ser permitida para os muçulmanos.

A Indonésia é a nação com maior população muçulmana do mundo, mais de 200 milhões, sendo que a maioria deles pratica uma versão tolerante do Islã.

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