Ulemás do Sudão emitem fatwa para que Bashir não deixe o país

Cartum, 22 mar (EFE).- A Organização de Ulemás do Sudão emitiu uma ordem religiosa (fatwa) recomendando o presidente do país, Omar Hassan al-Bashir, a não viajar para Doha, já que ele corre o risco de ser detido, informou hoje o Centro para os Serviços Jornalísticos sudanês.

EFE |

Os ulemás (eruditos do Islã) publicaram a fatwa ontem, com o objetivo de proteger Bashir, acusado pelo Tribunal Penal Internacional de crimes de guerra e lesa-humanidade em Darfur, no oeste do Sudão.

"Do nosso ponto de vista, sobram motivos para que você não viaje nessa missão que pode ser cumprida por outros", diz a ordem religiosa, que acrescenta que "os inimigos estão à espreita do senhor (Bashir), de seu país e de sua religião".

Apesar da ordem de detenção, Bashir decidiu assistir tanto à cúpula da Liga Árabe, que acontece em 30 de março na capital catariana, como à reunião de chefes de Estado árabes e sul-americanos do dia seguinte.

Além dos ulemás, membros da família do presidente sudanês e líderes religiosos aconselharam Bashir a não sair do país.

Uma organização chamada Comitê de Solidariedade a Bashir também iniciará hoje uma manifestação em frente à sede da Presidência, na qual pedirão que seja emitida uma ordem proibindo Bashir de viajar.

EFE az/sc

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