Uganda registra três mortos durante eleição

Conflitos e tensão marcaram escolha de parlamentares; presidente no poder há 25 anos tenta reeleição

iG São Paulo |

A morte de três pessoas em diferentes regiões de Uganda, especialmente no leste, marcou o dia das eleições gerais realizadas nesta sexta-feira no país, que também testemunhou várias pessoas feridas.

Enquanto não se registraram distúrbios violentos em relação à eleição presidencial, houve vários conflitos por causa da tensão da escolha do Parlamento. As Forças de Segurança de Uganda mandaram vários soldados para as ruas da capital Campala minutos depois do fechamento dos colégios eleitorais.

AFP
Eleitores em centro de votação, em Campala, capital de Uganda
O governo de Uganda, liderado por Yoweri Museveni, assegura que a presença da Polícia Militar e dos soldados tentará evitar mais conflitos durante o anúncio dos resultados eleitorais.

Soldados do Exército de Uganda foram transferidos até as localidades de Mbale e Sironko, no leste do país, para tentar frear os distúrbios entre os seguidores de parlamentares de diferentes partidos. Juluis Odeke, um fotógrafo do jornal local "The Razor", ficou ferido durante um dos distúrbios, quando uma bala atingiu sua perna. Em outro incidente, várias pessoas foram detidas quando tentavam distribuir dinheiro entre os eleitores, algo que segundo a imprensa local ocorreu em várias localidades do país.

Votação

O presidente que tenta governar por mais cinco anos, após permanecer à frente do país durante 25, enfrenta sete candidatos. Ele exerceu seu direito ao voto no município de Kiruhura, no oeste do país, no início da tarde, acompanhado por uma de suas filhas.

Enquanto esperava sua vez, Museveni disse aos jornalistas que espera obter uma vitória arrasadora e com mais de 85% dos votos. Por sua parte, o principal líder da oposição, Kizza Besigye, do Fórum para a Mudança Democrática (FDC), votou em Rukungiri, no sudoeste de Uganda.

Besigye, um ex-oficial e companheiro de armas do chefe de Estado durante as guerra de 1981 a 1986 e que chegou a ser médico pessoal de Museveni, ganhou popularidade com os anos e recebeu 37% dos votos nas eleições passadas.

Parlamento

Além do novo presidente, os ugandenses deverão escolher 380 deputados do Parlamento, dos quais 238 serão escolhidos por sufrágios universal e o resto das cadeiras serão ocupadas de maneira colegiada.

Ao menos 10 mil observadores internacionais e 30 mil locais, além de 5 mil policiais, estão por toda Uganda para vigiar o pleito geral, o segundo desde a instauração do sistema multilateral no país em 2005, e que se desenvolvem em um clima de tensão.

De acordo com a Comissão Eleitoral, as cédulas serão contadas de forma imediata para anunciar os resultados em breve, o que segundo a Constituição deve ser realizado em um prazo de 48 horas.

*Com EFE

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