UE volta a fracassar em convencer a Holanda a se aproximar da Sérvia

Bruxelas, 29 jul (EFE).- Os embaixadores permanentes na União Européia (UE) dos países-membros do bloco voltaram hoje a fracassar na tentativa de convencer a Holanda da conveniência de fazer um gesto de aproximação à Sérvia para premiar a captura de Radovan Karadzic, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

EFE |

O Comitê dos Representantes Permanentes (Coreper) dos Estados-membros da UE se reuniu hoje, pela segunda vez, para tentar desbloquear o que os ministros de Assuntos Exteriores deixaram pendente na terça-feira passada, também devido à oposição da Holanda: oferecer pelo menos benefícios comerciais à Sérvia.

Haia insiste em se negar a assinar pelo menos a parte interina (ou comercial) do Acordo de Associação e Estabilização com a Sérvia, apesar de uma "arrasadora maioria" de os países-membros considerar isso "urgente".

A Holanda alega que deve consultar seu Parlamento, e esperar à chegada de Karadzic ao Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), que a princípio acontecerá ainda essa semana.

Também lembram que estão pendentes as conclusões do procurador-chefe do Tribunal, Serge Brammertz, sobre se as autoridades sérvias estão oferecendo sua plena colaboração.

De acordo com Haia, sem a detenção de outros fugitivos, como o ex-general Ratko Mladic, a Sérvia não terá cumprido as condições determinadas pela UE para assinar um acordo que permitiria sua futura adesão.

O Governo holandês renunciou em 2002 para assumir a responsabilidade política do massacre de quase 8 mil bósnios-muçulmanos em Srebrenica, área protegida por um batalhão de capacetes azuis holandeses.

O Executivo holandês assumiu, assim, sua responsabilidade por ter enviado seus capacetes azuis sem capacidade para defender os refugiados do ataque das tropas lideradas ideologicamente por Karadzic e militarmente por Mladic. EFE met/an

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