Governo irlandês reconhece vitória do não http://images.ig.com.br/ultimosegundo/versao_2006/ic_link.gif http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/reino_unido_quer_que_processo_de_ratificacao_do_tratado_de_lisboa_continue_1358948.htmlReino Unido quer continuação do processo de ratificação http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/a_uniao_europeia_uma_construcao_que_atravessou_varias_crises_desde_1954_1358690.htmlUnião Européia atravessou várias crises desde 1954 " / Governo irlandês reconhece vitória do não http://images.ig.com.br/ultimosegundo/versao_2006/ic_link.gif http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/reino_unido_quer_que_processo_de_ratificacao_do_tratado_de_lisboa_continue_1358948.htmlReino Unido quer continuação do processo de ratificação http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/a_uniao_europeia_uma_construcao_que_atravessou_varias_crises_desde_1954_1358690.htmlUnião Européia atravessou várias crises desde 1954 " /

UE volta a entrar em alerta com rejeição irlandesa ao Tratado de Lisboa

BRUXELAS - A rejeição irlandesa ao Tratado de Lisboa volta a preocupar a Europa em um momento complicado, com a crise econômica instalando-se nas casas e o descontentamento dos europeus crescendo. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/criticos_a_tratado_de_lisboa_festejam_vitoria_do_nao_na_irlanda_1358156.htmlGoverno irlandês reconhece vitória do não http://images.ig.com.br/ultimosegundo/versao_2006/ic_link.gif http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/reino_unido_quer_que_processo_de_ratificacao_do_tratado_de_lisboa_continue_1358948.htmlReino Unido quer continuação do processo de ratificação http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/13/a_uniao_europeia_uma_construcao_que_atravessou_varias_crises_desde_1954_1358690.htmlUnião Européia atravessou várias crises desde 1954

EFE |

Clique na imagem e veja infográfico sobre a recusa irlandesa ao tratado

Basta que um país rejeite a ratificação para que o novo tratado europeu, que pretende melhorar o funcionamento da União ampliada, não possa entrar em vigor. Esta é a primeira conseqüência concreta do ocorrido na Irlanda.

As reformas internas que a UE persegue há mais de meia década, a fim de agilizar seus mecanismos de decisão e aumentar seu peso e influência no mundo, terão que seguir esperando.

Mas ainda é cedo para certificar a morte do Tratado de Lisboa, herdeiro da malograda Constituição européia, como se apressaram em fazer alguns militantes do "não" dentro e fora da Irlanda.

"Não morreu. Ainda está vivo", afirmou em entrevista coletiva em Bruxelas o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

O chefe do Executivo europeu não deu nenhuma pista sobre voltar a dar força ao tratado, mas pediu a todos os Estados-membros que ainda não o fizeram que sigam com o processo de ratificação.

A chamada é dirigida, sobretudo, aos governos do Reino Unido e da República Tcheca, e em menor escala aos de Suécia e Dinamarca, todos eles sujeitos a fortes pressões internas da população.

Se estes países optarem por suspender a ratificação parlamentar, o Tratado de Lisboa terá morrido e a crise será então muito profunda.

Gordon Brown tem a chave

Sobre o premiê britânico vão aumentar as pressões para que convoque um plebiscito ou suspenda a ratificação, agora que os vizinhos irlandeses rejeitaram o tratado.

O presidente rotativo da União, o primeiro-ministro esloveno Janez Jansa, lembrou que "não é a primeira vez" que um tratado europeu fará frente à rejeição da cidadania e que a UE sempre terminou por encontrar uma solução.

A rejeição dos dinamarqueses ao Tratado de Maastricht em 1992 se esquivou concedendo à Dinamarca uma série de exclusões que permitiram repetir o plebiscito.

O "não" irlandês ao Tratado de Nice em 2001 se resolveu oferecendo aos irlandeses "esclarecimentos" e o "não" dos franceses e holandeses à Constituição em 2005 foi superado rebatizando o Tratado constitucional como Tratado de reforma.

Nos dois primeiros casos houve segunda consulta e no terceiro uma renegociação limitada.

Agora, qualquer dessas duas vias resulta complicada, pelo menos a curto prazo.

A cúpula de chefes de estado e governo da semana que vem, que tinha sua agenda cheia com questão dos preços dos alimentos e dos combustíveis, terá que abordar inevitavelmente o fracasso do tratado.

Barroso eximiu hoje de Bruxelas de culpa sobre o fiasco e reconheceu que alguns dos argumentos dos partidários do "não" tinham sido "muito poderosos".

Para ele, os irlandeses "não disseram 'não' à Europa", mas pelo contrário.

Barroso lembrou o quão persuasivo era um dos slogans do "não": "A Europa foi muito importante para a Irlanda, então sigamos assim.

Vote "não" a Lisboa".

"Incertezas e dificuldades"

O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, admitiu hoje que a rejeição da Irlanda ao Tratado de Lisboa cria "incerteza e dificuldades" para a reforma da União Européia (UE), mas confiou em que serão encontradas "soluções para seguir em frente".

Cowen, que assumiu a chefia do governo há apenas um mês em substituição a Bertie Ahern, também reconheceu que a UE se encontra agora "em território desconhecido" e lembrou que "não há remédios rápidos" para resolver a questão.

"No entanto, acho que é importante que escutemos todas as partes, porque também serão afetadas", disse o primeiro-ministro, que assumiu "toda responsabilidade" pela derrota do "sim".

Cowen antecipou que iniciará consultas durante os próximos dias para analisar as causas da rejeição irlandesa e apresentar sua postura na próxima quinta e sexta-feira durante uma cúpula de chefes de Estado e do Governo da UE em Bruxelas.

"Temos a obrigação agora de refletir sobre as implicações do plebiscito irlandês para poder seguir em frente e manter este país no caminho do progresso", acrescentou.

A Irlanda rejeitou o Tratado de Lisboa por 53,4% contra 46,6%, confirmou hoje a Comissão para o plebiscito.

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