UE vacinará depois grávidas e crianças contra a gripe

Bruxelas, 1 set (EFE).- As mulheres grávidas e as crianças serão vacinadas contra a nova gripe depois que outros grupos considerados de risco, já que a vacina ainda não começou ser testada nestes grupos, informou hoje o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), órgão da União Europeia (UE).

EFE |

Os primeiros lotes começarão a ser distribuídos na UE "entre o final de outubro e início de novembro", após terem sido avaliados os resultados dos exames e as autoridades de saúde internacionais concedam a licença necessária para produzir a vacina em grande escala, afirmou a diretora do ECDC, Zsuzsanna Jakab.

Mas, por enquanto, "só foram testados os efeitos da nova vacina em adultos saudáveis, mas não ainda em crianças e grávidas", de modo que só poderá ser administrada a estes "mais adiante", disse Jakab, em discurso perante a Comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu.

Assim, embora as grávidas tenham sido designadas pela UE como grupo "prioritário" para as primeiras campanhas de vacinação, não poderão ser imunizadas até que existam suficientes provas científicas sobre os eventuais efeitos colaterais da vacina nesse grupo.

"Após soubermos quais são os efeitos da vacina nos adultos saudáveis, começarão as análises em crianças e grávidas", disse a especialista húngara, ao ser perguntada sobre os riscos da vacinação em pessoas mais vulneráveis ao vírus da nova gripe.

As pessoas com doenças crônicas poderão ser imunizadas nas primeiras campanhas de vacinação, já que os resultados das análises atuais também serão aplicáveis a este grupo, disse Jakab.

No entanto, "é de esperar" que a injeção de cepas do vírus nos grupos de risco "provoque efeitos colaterais, que deverão ser acompanhados de perto", ressaltou.

Por isso, após os países começarem a imunizar os grupos prioritários, a UE iniciará um sistema de acompanhamento para detectar possíveis consequências adversas, disse a diretora do ECDC, que insistiu em que a nova vacina "será segura" Jakab acrescentou que, "como muito cedo", os primeiros lotes de vacinas poderiam estar prontos no "início de outubro", mas precisou que, para isso, antes dessa data teria que haver "suficientes evidências científicas de que a vacina é segura", o que aceleraria a concessão de licenças para sua produção. EFE ahg/an

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