UE terá célula para gestão urgente de crises financeiras

Bruxelas, 16 out (EFE).- Os chefes de Estado e Governo da União Européia (UE) aprovarão hoje a criação de uma célula de crises financeiras, para garantir uma reação rápida e eficaz diante dos problemas que possam surgir no setor.

EFE |

Segundo a última minuta de conclusões da cúpula da UE, essa célula será um "mecanismo informal de alerta, de troca de informação e de avaliação", ao qual os Estados-membros poderão recorrer "a qualquer momento".

Como estava previsto, o grupo será formado pelos representantes da Presidência rotativa da UE, pelo presidente do Banco Central Europeu (em coordenação com os outros bancos centrais), pelo presidente da Comissão Européia e pelo presidente do Eurogrupo.

Segundo o acordo alcançado pelos Estados-membros, à espera da ratificação definitiva, a célula não representará a criação de uma nova infra-estrutura, mas começará através das "estruturas administrativas existentes".

O grupo deve garantir "informação imediata e confidencial das instituições e de todos os Estados-membros" e permitir "vigiar a boa coordenação das ações tomadas ou a serem tomadas".

A última minuta de conclusões distribuída hoje elimina a referência que aparecia em textos anteriores ao papel da célula como órgão chamado a assegurar uma "reação comum", caso necessário.

A criação desta "célula de crises financeiras" ocorre depois da cúpula de líderes da zona do euro realizada no domingo, em Paris, que, em seu comunicado final, pediu a criação de "um mecanismo para a gestão de crise entre os países europeus".

Segundo o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, explicou nos últimos dias, o objetivo da célula é que, se houver uma crise ou um problema financeiro inesperado, "os países saibam a quem chamar" durante as 24 horas do dia, sem ter que esperar a próxima reunião de ministros de Finanças. EFE mvs/an

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