UE teme que Rússia ataque Ucrânia após combate com Geórgia

PARIS (Reuters) - A Rússia pode estar de olho em outros países vizinhos, como a Ucrânia e a Moldávia, depois de ter atacado a Geórgia, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, na quarta-feira. As forças armadas russas dominaram as tropas georgianas neste mês, depois que Tbilisi tentou retomar o controle da Ossétia do Sul, região separatista apoiada pela Rússia.

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As tropas russas continuam ocupando partes da Geórgia e, na terça-feira, Moscou reconheceu a Ossétia do Sul e a Abkházia, outra região separatista, como Estados independentes, despertando severas críticas da França e de outras potências ocidentais.

Perguntado sobre se a Rússia preferiria confrontar o Ocidente ou cooperar com ele, Kouchner disse, em entrevista à rádio Europe 1: 'isso não é impossível'.

'Repito que isso é muito perigoso e já há outros objetivos que pudemos supor e objetivos da Rússia, em particular a Criméia, a Ucrânia e a Moldávia', disse Kouchner, cujo país detém a Presidência rotativa da União Européia.

Olli Rehn, comissionário de expansão da UE, disse que os países-membros devem manifestar claramente o seu apoio aos esforços ucranianos de se juntar ao bloco, diante da possível ameaça da Rússia.

'A Ucrânia pode ser a próxima a sofrer pressão política da Rússia... Então, é importante, do ponto de vista da estabilidade, mandar um sinal positivo, mostrando que é possível que a Ucrânia progrida em relação à União', disse Rehn em Helsinki, Finlândia.

Os líderes da UE devem fazer uma cúpula com o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, no dia 9 de setembro, na cidade francesa de Evian.

Assim como a Geórgia, a Ucrânia também tem um presidente pró-Ocidente que quer se juntar à Otan, medida que afastaria o país da esfera de influência da Rússia, o que desagrada o Kremlin. Parte considerável da população ucraniana fala russo, mas o país é bem maior que a Geórgia.

(Por François Murphy em Paris, Brett Young em Helsinki e Mark John em Bruxelas)

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