UE se une para dar resposta firme à expansão da pirataria

Bruxelas, 18 mai (EFE).- A União Europeia (UE) decidiu hoje dar uma reposta à ampliação da área de ação dos piratas no Golfo de Áden com um princípio de acordo para estender sua missão naval para o sul, até as Ilhas Seychelles, e prolongar a duração da operação para além de dezembro.

EFE |

Convencidos de que as raízes do problema dos ataques estão na situação de caos vivida na Somália, um Estado fracassado que sofre uma guerra civil há duas décadas, os ministros vão estudar a possibilidade de ajudar a formar suas forças de segurança.

Após cinco meses de atividade no Golfo de Áden da missão, chamada Atalanta, junto a operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dos Estados Unidos e de outros países, houve uma queda no número de ataques piratas, mas as ações passaram a ocorrer em uma área cada vez mais ampla.

A ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, expressou "satisfação" com a "unanimidade" dos ministros da Defesa e de Assuntos Exteriores, reunidos em Bruxelas, sobre o "sucesso" e as "novas necessidades" da missão.

Embora a Presidência tcheca da UE tenha reiterado que não há nenhuma decisão adotada formalmente, os países-membros concordaram que para adaptar Atalanta aos novos desafios, será necessário destinar mais meios marítimos e aéreos, além de prorrogar a operação para além de dezembro, quando seu mandato termina.

Agora começarão as reuniões técnicas nas instituições do bloco europeu que devem desencadear na consecução dos citados objetivos políticos.

Por outro lado, os ministros descartaram aprovar sanções contra Mianmar pelo julgamento que começou hoje contra a líder do movimento birmanês a favor da democracia e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

Em vez disso, tentarão influir no Governo birmanês através de seus países vizinhos, em particular Índia e China. Além disso, pediram a imediata libertação da ativista.

Os ministros de Assuntos Exteriores também prepararam a agenda para a cúpula com a Rússia, de 21 e 22 de maio na cidade siberiana de Khabarovsk.

Os 27 membros da UE buscam na reunião aumentar a segurança energética e dispersar os receios de Moscou perante a progressiva influência europeia nas ex-repúblicas soviéticas mais ao leste.

Segundo o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, é uma cúpula "importante" na qual também se deverá abrir o caminho para um marco "mais geral" quando a Espanha assumir a Presidência da UE, no primeiro semestre de 2010.

Por outro lado, a UE pediu uma investigação internacional independente sobre os combates entre o Exército do Sri Lanka e a guerrilha tâmil, que deixaram várias vítimas civis nas últimas semanas.

Outro dos temas em debate foi a missão europeia na Bósnia-Herzegóvina, Althea, que, após 15 anos, a UE pretende transformar em uma operação muito mais reduzida de assessoria ao Governo bósnio e treinamento de oficiais.

O chefe da diplomacia europeia, Javier Solana, lembrou que amanhã viajará para a ex-república iugoslava junto ao vice-presidente americano, Joe Biden, para enviar uma mensagem de unidade e estabilidade.

Por outro lado, a Espanha pediu aos demais parceiros comunitários que em junho se cumpra o compromisso de dezembro passado sobre os eurodeputados que não poderão assumir o cargo após as próximas eleições européias, devido ao atraso da entrada em vigor do Tratado de Lisboa.

O momento escolhido pela Espanha para lembrar esse acordo não foi bem amparado pela Irlanda nem pela Presidência tcheca de turno da UE, segundo indicaram fontes do bloco europeu, já que mal se está começando a discutir que forma dar às garantias que Dublin busca para realizar um novo plebiscito de ratificação, previsivelmente em outubro.

Em assuntos de Defesa, os ministros da UE deram sinal verde ao projeto franco-alemão de helicóptero pesado de transporte, previsto para 2020, e ao que os EUA poderiam se unir.

A partir de hoje, o projeto está aberto à participação de outros países-membros da UE, como explicou o diretor da Agência Europeia de Defesa (AED), Alexander Weis. EFE met/rr

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