UE retomará tarifas a importações de cereais

Bruxelas, 16 out (EFE).- A Comissão Européia (CE) decidiu hoje restabelecer as tarifas às importações de cereais para o mercado europeu -suspensos atualmente-, por considerar que os preços caíram o suficiente para voltar a aplicar essa limitação aduaneira, informaram hoje fontes comunitárias.

EFE |

A comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, anunciou hoje, em comunicado, que a UE voltará a impor os encargos que se suspenderam há cerca de um ano para atenuar o encarecimento dos cereais e em conseqüência, dos preços dos alimentos.

Eles foram interrompidos porque havia falta de reservas no mercado comunitário e para facilitar assim o abastecimento desta matéria-prima.

Bruxelas estima agora que as cotações desses produtos caíram o suficiente para voltar a aplicar as tarifas pois, por exemplo, desde o final de setembro o trigo duro caiu abaixo dos 180% que representam os índices de referência.

Por este motivo, a CE apresentou hoje uma nova regulação ao Comitê de Gestão -formado por representantes dos 27- e uma vez que seja publicada no Diário Oficial da UE, os impostos alfandegários entrarão em vigor.

Não serão penalizados os operadores que tenham enviado seus cereais à UE antes do dia da publicação da nova medida.

A CE considera que o restabelecimento das tarifas "não deve representar uma distorção do mercado nem impactar significativamente os preços", segundo o comunicado.

As tarifas que a UE voltará a impor aos cereais são fixadas segundo os preços de referência mundial.

Para o trigo duro, de qualidade alta, o centeio, sorgo e o milho os encargos se estabelecerão segundo regulações bimestrais.

Para o trigo brando, de qualidade média e baixa, se abre uma cota anual de 2,98 milhões de toneladas - que inclui uma cota de 572 mil toneladas para importações dos EUA e 38 mil toneladas do Canadá; a tarifa para os envios dentro destes contingentes será de 12 euros por tonelada.

Na cevada, haverá uma cota anual de 306 mil toneladas, a 16 euros por tonelada; à parte há outra quota de 50 mil toneladas, pelas quais se pagarão 8 euros por tonelada. EFE ms/prb/jp

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