UE rejeita enviar mais militares à República Democrática do Congo

Bruxelas, 29 out (EFE) - O chefe do Comitê Militar da União Européia (UE), o general francês Henri Bentégeat, descartou hoje desdobrar militares no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde os rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) fazem uma ofensiva.

EFE |

Bentégeat informou em entrevista coletiva que a situação em RDC, Bósnia-Herzegovina, Chade, Afeganistão ou Somália foram alguns dos assuntos abordados hoje pelos chefes militares dos 27 países-membros da UE, que se reúnem duas vezes ao ano.

"É tempo para a ação diplomática" na RDC, disse o chefe militar, que se reuniu também com o alto representante de Política Externa e Segurança Comum do bloco, Javier Solana.

É esse sentido, indicou, que será preciso esperar que a ONU, cujo Conselho de Segurança condenou na terça-feira a ofensiva do CNDP, faça uma avaliação da situação para "ver se é necessário outro tipo de ação", mas se mostrou confiante em que o conflito evoluirá para melhor.

Além disso, lembrou que, em última instância, são os países da UE os que devem decidir se enviam um batalhão para reforçar a missão da ONU no terreno.

Os rebeldes continuaram hoje seus confrontos com as forças do Governo da RDC nas povoações de Kibumba e Rutshuru, às portas de Goma, a capital da província de Kivu Norte. EFE rja/db

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