UE questiona a equidade das eleições gerais no Equador

A presença dominante do presidente Rafael Correa na imprensa prejudicou a equidade das eleições gerais no Equador, segundo resultados não definitivos, embora as autoridades eleitorais tenham agido com transparência, anunciou nesta terça-feira a missão observadora da UE.

AFP |

Em informe preliminar, a delegação indicou que as eleições nas quais Correa foi reeleito domingo, "foram bem organizadas, num ambiente em grande medida tranquilo, ordenado e entusiasta", expressou o português José Ribeiro e Castro, chefe da missão da União Europeia (UE).

"Foram estabelecidas as bases para eleições transparentes (...) mas uma campanha mais igual teria beneficiado o processo", assinalou o emissário.

Depois de contabilizados 77% dos votos, Correa conseguia 51,9% dos votos válidos e uma vantagem de 24 pontos sobre seu imediato seguidor, o ex-presidente Lucio Gutiérrez (28%).

Segundo a missão europeia, apesar de seu bom desempenho em outras áreas, "o sistema (eleitoral) não foi capaz de controlar o uso de recursos do Estado na campanha, tal como exige a Constituição de 2008".

Quase 48 horas depois, a apuração avança lentamente e com exceção das presidenciais ainda não existem dados consolidados sobre a formação da Assembleia Legislativa, prefeituras e governos.

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