UE quer união interna para melhorar segurança energética

Bruxelas, 15 out (EFE).- A União Européia (UE) apostará na criação de um mecanismo de solidariedade para melhorar a segurança energética dos 27 membros do bloco e reduzir a dependência de fornecimento do exterior, especialmente da Rússia.

EFE |

A França, que ocupa a Presidência rotativa da UE, pediu aos chefes europeus, reunidos hoje e amanhã em Bruxelas, que se comprometam em fazer um "duplo esforço de responsabilidade e solidariedade" para reduzir ao máximo o risco de ruptura no fornecimento.

O objetivo é que os países iniciem todas as medidas nacionais necessárias para evitar esse risco e que ainda se comprometam a ajudar qualquer Estado-membro que de maneira "súbita e temporária" tenha seu fornecimento energético interrompido.

Para isso, deverão ser previstas "margens de segurança" que permitam liberar com urgência uma determinada porcentagem de seu consumo máximo. Os países pedirão à Comissão Européia que apresente sugestões concretas em novembro.

Além disso, a Presidência francesa da UE defende a fixação de um calendário antes do fim do ano para diversificar as fontes de energia e reforçar as interconexões entre os países, para evitar que haja no continente Estados como os bálticos e nórdicos que vivem em "ilhas" energéticas.

Essa diversificação contribuirá para as medidas do pacote legislativo sobre energia e mudança climática, que incluem o compromisso de que, em 2020, 20% da energia consumida na UE venha de fontes renováveis.

A França ainda aposta no desenvolvimento de tecnologias que permitam utilizar de maneira duradoura os recursos fósseis da Europa e considera "fundamental" a captura e o armazenamento de carbono. O país afirma que deverá prestar especial atenção à criação de uma associação energética com a África.

Quanto ao uso de energia nuclear, a Presidência esclarece que os 27 membros "continuam sendo livres" para recorrer a ela sempre que o façam "nas melhores condições de segurança e gestão adequada de resíduos".

Outro dos elementos que ajudaria a garantir a segurança energética é diminuir o consumo, em particular nos setores da construção e os transportes. EFE mrn/rb/jp

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