UE quer Tsvangirai no comando do Zimbábue, diz França

PARIS (Reuters) - A União Européia (UE) somente reconhecerá o governo do Zimbábue se o líder dele for o oposicionista Morgan Tsvangirai, afirmou na terça-feira o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, cujo país ocupa atualmente a Presidência rotativa do bloco. Os comentários de Kouchner foram divulgados depois de a União Africana (UA) ter defendido em uma cúpula que fosse instalado um governo de unidade nacional no Zimbábue depois da reeleição do presidente Robert Mugabe em um pleito marcado pela violência, condenado pela comunidade internacional e do qual participou apenas o dirigente.

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'A União Européia não aceitará um governo que não seja um governo liderado pelo senhor Tsvangirai', disse Kouchner ao canal de TV France 2.

'Nós somos a Presidência francesa. Nós e a Comissão Européia (Poder Executivo do bloco) não temos dúvidas a esse respeito: o governo será ilegítimo se não for comandado pelo senhor Tsvangirai', disse o chanceler, acrescentando que o segundo turno das eleições presidenciais, do qual o oposicionista não participou, foi uma 'farsa'.

Kouchner pediu que a UA reconheça Tsvangirai como o líder legítimo do Zimbábue.

'A União Africana não deveria aceitar nada diferente da liderança desse representante do povo zimbabuano', afirmou.

(Reportagem de Francois Murphy e Laure Bretton)

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