UE quer retomar cooperação com margem sul do Mediterrâneo

Bruxelas, 12 jul (EFE).- A União Européia (UE) tentará relançar sua política de cooperação com os países do sul e leste do Mediterrâneo durante a Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM), que começa amanhã, em Paris.

EFE |

Será lançada oficialmente no encontro uma iniciativa para tentar fomentar o "Processo de Barcelona", criado no final de 1995 para estruturar a cooperação entre a UE e seus parceiros mediterrâneos.

O projeto final se afasta muito da idéia da "União Mediterrânea" lançada no ano passado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, porque a grande maioria dos outros países comunitários rejeitou uma estrutura que reunisse basicamente as nações às margens do Mediterrâneo e deixasse de lado as do centro e norte da UE.

Um encontro em março deu o sinal verde para o conceito do "Processo de Barcelona: União pelo Mediterrâneo", que optou por reforçar e dinamizar as estruturas já existentes.

O projeto apresentado em maio - e que foi aprovado pelo Conselho Europeu em junho passado - tem como principal destaque a criação de um secretariado permanente, que seria seu órgão mais importante.

Esse secretariado permanente teria como missão apresentar iniciativas conjuntas para a aprovação nos órgãos políticos e depois acompanhar sua execução.

Apesar das conquistas, a Comissão Européia reconheceu que o atual processo tem "carências", que atribui à persistência do conflito no Oriente Médio e à lentidão do processo de reformas políticas e econômicas nos membros do Mediterrâneo.

Entre as propostas está a criação de projetos de infra-estrutura para melhorar a economia e a integração dos países do Magrebe e do Oriente Médio, que também contribuiriam para reduzir a pressão migratória na região.

Projetos como a descontaminação do Mediterrâneo, estradas marítimas para unir portos vizinhos, um plano de desenvolvimento de energia solar e a criação de uma universidade em comum são iniciativas da UPM que ganham força.

As cúpulas da UPM acontecerão a cada dois anos, e serão organizadas de forma alternativa na UE ou em um dos países-membros.

Atualmente, a UE coopera dentro do "Processo de Barcelona" com 13 países: Mauritânia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Jordânia, Israel, Líbano, Síria, Turquia, Albânia e os territórios palestinos, e também quer estendê-lo a Mônaco, Croácia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina.

A cúpula de amanhã começará com uma sessão de trabalho dos ministros de Exteriores, e o encontro dos líderes será realizado somente à tarde.

Na segunda-feira, os chefes de Estado e Governo da UE e dos países mediterrâneos assistirão ao tradicional desfile de 14 de Julho em Champs-Elysées, e em seguida participam de um almoço para o encerramento da cúpula.

Além desta cúpula e do lançamento da iniciativa, a Presidência francesa programou durante este semestre, dentro de seu objetivo de estimular a cooperação com os demais países mediterrâneos, outras seis reuniões informais de ministros (Exteriores, Comércio, Água, Indústria, Emprego e Saúde). EFE rcf/mh

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