UE quer máxima transparência dos EUA sobre presos de Guantánamo

Washington, 16 mar (EFE).- Líderes da União Europeia (UE) pediram hoje máxima informação e transparência sobre os presos de Guantánamo a membros do Governo dos Estados Unidos, que propuseram, por sua vez, criar um memorando de entendimento para a transferência de detidos à Europa.

EFE |

As declarações foram feitas hoje em entrevista coletiva pelo comissário europeu de Justiça e vice-presidente da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da UE), Jacques Barrot, que faz visita hoje e amanhã aos EUA junto com o ministro do Interior tcheco e representante da Presidência rotativa do bloco, Ivan Langer.

Barrot e Langer entregaram hoje ao procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, uma lista de perguntas sobre Guantánamo, e transmitiram a mensagem de que foram aos EUA ouvir e oferecer a ajuda europeia para facilitar o fechamento de Guantánamo.

Langer insistiu em que não foram impostas condições aos Estados Unidos para que os países europeus aceitem os detentos, e insistiu, assim como Barrot, em que a única coisa que pediram a Washington é "máxima informação e transparência" sobre os prisioneiros.

Ele afirmou que a informação que for obtida dos Estados Unidos será compartilhada entre os Estados-membros dispostos a receber detidos, que decidirão de forma individual se decidem seguir em frente com seus planos.

Até agora, nove países da União Europeia - Espanha, Portugal, França, Alemanha, Finlândia, Irlanda, Estônia, Letônia e Lituânia - se ofereceram para receber alguns dos presos de Guantánamo, mas sob determinadas condições.

Barrot acrescentou que após os encontros mantidos hoje está convencido de que os "Estados Unidos querem mudar a forma como travam a luta contra o terrorismo".

Os comissários devem se reunir amanhã com a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, e com John Brennan, assessor antiterrorismo na Casa Branca. EFE tb/db

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